
Estreito de Ormuz tem um papel central no comércio de petróleo
Reprodução
A escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã voltou a colocar o Estreito de Ormuz no radar econômico. O corredor marítimo, por onde passa cerca de um quinto do petróleo do mundo, é hoje um dos pontos mais sensíveis da segurança energética internacional.
No Google, dados da Sala Digital mostram que o interesse global pelo termo em inglês “Strait of Hormuz” cresceu 700% nos últimos sete dias em comparação com o período anterior. Nesse movimento de buscas aparecem perguntas como “o Estreito de Ormuz foi fechado?”, “qual a importância do Estreito de Ormuz?” e “Irã bloqueia o Estreito de Ormuz?”.
Em retaliação aos ataques americanos do último sábado, 28, a agência estatal iraniana Tasnim chegou a anunciar o fechamento do canal, medida que - mesmo parcial ou temporária - já é suficiente para pressionar os mercados mundiais.
Por que Ormuz é tão estratégico?
Ele é um dos principais chokepoints do mundo, uma espécie de canal com apenas 33 km de largura no ponto mais estreito, por onde escoa cerca de 20% do petróleo e do comércio de gás natural liquefeito consumidos mundialmente. E o Irã controla a costa norte da região.
Após a nova onda de tensão, no domingo (1º), o barril do Brent — petróleo bruto extraído originalmente do Mar do Norte — subiu cerca de 10%, para perto de US$ 80, segundo operadores do setor. Analistas projetam que a cotação pode continuar avançando se as tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã persistirem.
O risco geopolítico também elevou os custos de frete marítimo e o financiamento de cargas.
Impactos para China e Brasil
A China é uma das economias mais vulneráveis a um bloqueio prolongado, porque importa mais de 10 milhões de barris por dia, sendo que metade vem do Golfo Pérsico, através de Ormuz.
No Brasil, o principal canal de transmissão é o diesel, que pressiona o frete rodoviário e o preço dos alimentos. Por outro lado, o país pode se beneficiar com maior receita de exportação de petróleo.
Embora existam alternativas terrestres, como o oleoduto Este-Oeste da Arábia Saudita, elas não têm capacidade para substituir a maior parte do volume que passa pelo estreito.
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