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Bergamo: Rejeição à Câmara dispara após PEC da blindagem e atinge também o STF

Uma pesquisa mostrou que a desaprovação da Casa, que já era alta, saltou de 63% para 70% em apenas uma semana

Por Redação
REDAÇÃO

25/09/2025 • 09:15 • Atualizado em 25/09/2025 • 09:15

Mônica Bergamo
Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A rejeição à Câmara dos Deputados atingiu um novo patamar após a aprovação da PEC da Blindagem. Uma pesquisa Ipesp mostrou que a desaprovação da Casa, que já era alta, saltou de 63% para 70% em apenas uma semana. Essa elevação demonstra o grande descontentamento da população com a medida, que visava blindar parlamentares de processos criminais.

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Segundo Bergamo, a rejeição é expressiva em diferentes campos políticos. Mesmo entre os eleitores de Jair Bolsonaro, o índice de desaprovação da Câmara é de 59%. Entre os eleitores do presidente Lula, o percentual é ainda maior, atingindo 77%. Esses números evidenciam o tamanho do "rombo" na imagem da instituição e revelam a reprovação generalizada da sociedade.

A aprovação da PEC foi especialmente controversa na bancada do PL, onde todos os deputados votaram a favor, em uma aparente troca pela anistia ao ex-presidente Bolsonaro. Em contrapartida, a maioria do PT votou contra, com alguns deputados que apoiaram a PEC manifestando arrependimento posteriormente. Conforme a jornalista, a defesa da anistia foi utilizada para justificar um projeto considerado impopular.

O Senado Federal enterrou a proposta, e essa decisão foi muito bem recebida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A colunista conversou com o ministro Luiz Roberto Barroso, que lhe confidenciou que a volta de um dispositivo de imunidade semelhante ao da PEC seria um “mal imenso” para o país.

Conforme Bergamo, o próprio Barroso participou de um movimento que, em 2001, retirou da Constituição uma medida similar, que, segundo ele, gerava uma situação de impunidade para parlamentares.

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