Resumo
A investigação da Polícia Federal sobre fraudes no Banco Master envolve conversas encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, transferências financeiras de uma empresa ligada ao ministro Dias Toffoli e menção à participação de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, em um resort associado ao ministro.
A solicitação de suspeição de Dias Toffoli como relator do caso foi encaminhada ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, após revelação de que o próprio magistrado era sócio da empresa Maridt, que recebeu dividendos ao vender participação no Tayayá Resort, intensificando suspeitas de conflito de interesse.
A análise do colunista Carlos Andreazza destaca que o problema não é a sociedade de ministros em empresas, mas o envolvimento em processos relacionados a elas, questiona a renda declarada por Toffoli e cobra posicionamento da Procuradoria-Geral da República, enquanto o ministro nega irregularidades e afirma administração indireta da empresa.
O colunista político e âncora do Tem Método, Carlos Andreazza, afirma que não há problema nenhum no fato de algum ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ser sócio de uma empresa. O problema é ser relator de algum caso em que tenha envolvimento com essa mesma empresa.
A análise é feita após a Polícia Federal (PF) solicitar ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspeição de Dias Toffoli como relator do caso que investiga fraudes no Banco Master.
O pedido ocorre após a PF encontrar, no celular de Daniel Vorcaro, controlador do banco, conversas que mencionam Toffoli e apurar transferências financeiras de uma empresa do ministro ligada ao Tayayá Resort, que teve como sócio Fabiano Zettel, cunhado e operador de Vorcaro, que chegou a ser preso.
A revelação de que o próprio magistrado, e não apenas seus familiares, era sócio da empresa Maridt, que vendeu uma participação no resort, e recebeu dividendos, intensificou as suspeitas de conflito de interesse.
O jornalista questiona se a renda declarada pelo ministro à Receita Federal é condizente com a participação dele na sociedade.
Andreazza também aponta que, apesar de o pedido ter sido feito pela Polícia Federal, a prerrogativa de suspeição em algum caso no STF é da Procuradoria-Geral da República.
“Cadê o senhor Paulo Gonet, procurador-geral da república? Vai continuar nesse silêncio absoluto, se omitindo diante do problema? Por quê? ”, pergunta o colunista.
O âncora afirma que o caso deve ficar no STF por envolver pessoas com foro privilegiado, mas questiona a isenção de Toffoli no julgamento.
O ministro admitiu a sociedade e os recebimentos, mas nega qualquer irregularidade ou relação com os investigados, afirmando que a administração da empresa é feita por parentes.
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