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Delcy Rodriguez assume interinamente a presidência da Venezuela

Ex-vice-presidente assume o cargo por determinação da Suprema Corte do país

Da redação
DA REDAÇÃO

05/01/2026 • 20:06 • Atualizado em 05/01/2026 • 20:06

Vice-presidente da Venezuela Delcy Rodriguez

Vice-presidente da Venezuela Delcy Rodriguez

REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

Resumo

Posse de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela ocorreu na Assembleia Nacional em Caracas, dois dias após a captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, seguindo determinação do Supremo Tribunal de Justiça e apoio das Forças Armadas.

Operação militar dos Estados Unidos em Caracas resultou na prisão de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, sob acusações de narcoterrorismo e conspiração, provocando reações internacionais divergentes, com condenações de China e Rússia e celebrações de líderes como Javier Milei.

Manutenção da prisão de Maduro em Nova York foi definida após audiência de custódia, enquanto o governo interino de Rodríguez iniciou ações contra apoiadores da operação dos EUA e prevê um mandato de 90 dias, prorrogável, com possibilidade de novas eleições em caso de ausência definitiva do presidente.

Delcy Rodríguez, até então vice-presidente da Venezuela, tomou posse como presidente interina do país nesta segunda-feira (5). A cerimônia ocorreu na Assembleia Nacional, em Caracas, dois dias após uma operação militar dos Estados Unidos resultar na captura e prisão de Nicolás Maduro.

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A sucessão foi determinada pelo Supremo Tribunal de Justiça venezuelano para "garantir a continuidade do Estado" e foi endossada pelas Forças Armadas do país.

No primeiro discurso, Delcy classificou a captura de Maduro como um sequestro. "Venho com dor pelo sequestro de dois heróis que temos como reféns nos Estados Unidos", disse Rodríguez durante a cerimônia.

A nova presidente interina é a primeira mulher a chefiar o Executivo na história da Venezuela, além de ser uma figura proeminente e de confiança dentro do chavismo.

A Captura de Maduro

Na madrugada do último sábado (3), forças especiais dos Estados Unidos realizaram uma operação em Caracas que levou à prisão de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. A ação, que envolveu bombardeios em pontos estratégicos da capital, resultou na transferência do líder venezuelano para um centro de detenção em Nova York.

O governo norte-americano acusa Maduro e outras autoridades venezuelanas de crimes como narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de armas. A operação gerou reações diversas na comunidade internacional, com China e Rússia condenando a ação em reunião do Conselho de Segurança da ONU ao passo que outros líderes, como o argentino Javier Milei, celebraram.

Próximos Passos

Nicolás Maduro passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (5) e seguirá preso no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, pelo menos até o dia 17 de março, quando o julgamento vai prosseguir.

Enquanto isso, na Venezuela, o governo interino de Delcy Rodríguez já tomou as primeiras medidas, ordenando a busca e captura de "todos os envolvidos" que apoiaram a ação militar dos EUA.

O mandato interino de Rodríguez, segundo a constituição venezuelana, tem duração de 90 dias e pode ser prorrogado. Caso a ausência de Maduro seja declarada como "absoluta", novas eleições presidenciais devem ser convocadas em até 30 dias.