Jornal da Band

Operação Força Delta: Como os EUA capturaram o ditador Nicolás Maduro

Ação militar durou menos de 30 minutos e utilizou bombardeios estratégicos em Caracas para permitir a extração do líder venezuelano.

EDUARDO BARÃO

03/01/2026 • 19:41 • Atualizado em 03/01/2026 • 19:41

Maduro é escoltado por agentes dos EUA

Maduro é escoltado por agentes dos EUA

Reprodução/Jornal da Band

Uma operação de elite conduzida pelo Exército dos Estados Unidos capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, na madrugada deste sábado (3). A ação, executada pela Força Delta, foi o resultado de meses de planejamento estratégico e envolveu um ataque coordenado a múltiplos alvos militares para garantir o isolamento e a extração do casal de solo venezuelano.

Compartilhar

O ataque relâmpago e a captura no Forte Tiuna

A ofensiva militar começou por volta das duas horas da manhã, no horário local. Sob condições climáticas que haviam adiado a missão anteriormente, os militares americanos iniciaram um bombardeio em larga escala contra instalações fundamentais do regime chavista. Os ataques atingiram o Porto de La Guaira, a Academia da Marinha e bases aéreas, com o objetivo de neutralizar qualquer resposta imediata das forças locais.

Enquanto as explosões ecoavam por Caracas, agentes da Força Delta invadiram o Forte Tiuna, o principal complexo militar da capital, onde Maduro e Cilia Flores dormiam. Segundo informações apuradas pelo repórter Eduardo Barão, a captura ocorreu de forma rápida e agressiva. O casal foi retirado do quarto e arrastado para fora da base em uma operação que durou menos de meia hora.

Imagens divulgadas após a extração mostram o ditador vendado, utilizando fones de ouvido e aparentemente algemado. Após a captura, Maduro foi levado a um navio da Marinha americana no Mar do Caribe, de onde seguiu para a base de Guantánamo antes de ser transferido para Nova York para ser entregue à Justiça.

Logística militar e cerco estratégico

A operação que resultou na prisão de Maduro não foi um evento isolado, mas o desfecho de um cerco militar desenhado desde agosto do ano passado. O Exército dos Estados Unidos utilizou o apoio de nações vizinhas, como Trinidad e Tobago, e bases em Porto Rico para realizar exercícios preparatórios e deslocar pelotões de fuzileiros navais para a região.

O avanço logístico incluiu a destruição de radares e observatórios usados pelo regime para monitorar o tráfego aéreo venezuelano. Na manhã seguinte aos ataques, o cenário na base de La Carlota e no aeroporto de Higuerote era de destruição, com veículos militares danificados e destroços espalhados, evidenciando a precisão dos bombardeios que deram cobertura à equipe de extração.

Julgamento por narcoterrorismo em Nova York

Após o pouso em Nova York, Nicolás Maduro foi indiciado por um tribunal de Manhattan. Ele e Cilia Flores enfrentarão um processo criminal por quatro crimes principais: conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína, além da posse de metralhadoras e dispositivos explosivos. A acusação sustenta que a cúpula do governo venezuelano utilizava o Estado para facilitar o tráfico internacional de drogas.

Atualmente, o casal permanece detido em uma penitenciária de segurança máxima no Brooklyn. Enquanto o processo judicial avança nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump confirmou que as forças americanas manterão uma administração temporária na Venezuela. O objetivo declarado é gerir o país e as operações de petróleo até que uma transição de poder seja estabelecida.

Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela

Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania

Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.

Em entrevista coletiva, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão governar a Venezuela após a captura de Maduro, declaração que ampliou a reação internacional e levantou questionamentos sobre uma possível ocupação ou administração provisória do país.

O presidente americano também afirmou que a ofensiva teve como um de seus objetivos a recuperação de petróleo que teria sido retirado dos Estados Unidos pelo regime venezuelano. Segundo Trump, o recurso foi tomado “como doce de bebê”, expressão usada por ele para justificar a intervenção e reforçar o discurso de prejuízo econômico aos EUA.

Ele também disse que a captura de Maduro serve como alerta a outros líderes que desrespeitem os interesses dos EUA. Trump declarou ainda que a Venezuela será “reconstruída” com recursos do petróleo recuperado pelos EUA, reforçando a ideia de controle econômico sobre Caracas.

Durante a ofensiva, bombardeios provocaram um apagão em Caracas, segundo autoridades locais, e aeronaves militares americanas foram registradas sobrevoando o território venezuelano.

Após o anúncio da captura, a vice-presidente da Venezuela exigiu provas de vida de Maduro, enquanto o governo chavista solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

Trump afirmou que acompanhou a operação em tempo real e comparou a ação a um “reality show”. Mais tarde, a Casa Branca divulgou uma imagem de Maduro sob custódia, sendo levado aos Estados Unidos.

Trump publica foto de Maduro sendo levado aos EUA | Crédito:  Reprodução/truthsocial.com/@realDonaldTrump

Trump publica foto de Maduro sendo levado aos EUA | Crédito:  Reprodução/truthsocial.com/@realDonaldTrump

Na Venezuela, a captura do presidente aprofundou a instabilidade política e econômica. Houve corrida a mercados, e setores da oposição, representados pela líder da oposição, María Corina, passaram a defender uma transição de poder, enquanto cresce a incerteza sobre a condução do país.

A operação recebeu apoio de aliados do governo Trump. O vice-presidente americano afirmou que os ataques se justificam por um suposto “roubo de petróleo” por parte do regime venezuelano.

Em reação, líderes internacionais criticaram a ofensiva. A Rússia condenou a ação e classificou a operação como uma agressão armada.

No Brasil, o governo Lula criticou duramente a ofensiva, afirmando que a captura de um chefe de Estado estrangeiro ultrapassa os limites do direito internacional. O país elevou o nível de alerta militar no Norte, embora o Itamaraty tenha informado que a situação na fronteira segue normal.

Analistas avaliam que a ofensiva dos EUA contra a Venezuela representa uma escalada sem precedentes e pode redefinir o equilíbrio político na América Latina.