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María Corina proclama por 'transição' na Venezuela após captura de Maduro

O anúncio ocorre poucas horas após o governo dos Estados Unidos confirmar a captura de Nicolás Maduro em uma megaoperação militar em Caracas

Da redação
DA REDAÇÃO

03/01/2026 • 13:05 • Atualizado em 03/01/2026 • 13:05

María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela

María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela

REUTERS/Gaby Oraa/File Photo

Em um comunicado divulgado neste sábado (3), a líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, declarou que a Venezuela entra oficialmente em uma fase de transição democrática. O anúncio ocorre poucas horas após o governo dos Estados Unidos confirmar a captura de Nicolás Maduro em uma megaoperação militar em Caracas.

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No documento publicado em suas redes sociais e enviado à imprensa internacional, Machado afirmou que "chegou a hora de a Soberania Popular e a Soberania Nacional regerem o país". Segundo a líder, a intervenção norte-americana foi a resposta direta à recusa de Maduro em aceitar uma saída negociada e pacífica do poder. "O governo dos Estados Unidos cumpriu a sua promessa de fazer valer a lei", sublinhou.

Edmundo González é convocado a assumir a Presidência

Diante do vácuo de poder, Machado convocou instituições do Estado e a comunidade internacional a reconhecerem Edmundo González Urrutia como presidente legítimo da Venezuela.

Em um apelo direto às Forças Armadas Nacionais, a líder exigiu que generais e soldados reconheçam González como seu novo Comandante-em-Chefe, visando evitar conflitos internos e garantir a ordem pública durante a transição.

O plano de governo emergencial inclui a libertação imediata de todos os presos políticos e a abertura de corredores humanitários.

Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela

Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania

Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.

Em entrevista coletiva, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão governar a Venezuela após a captura de Maduro, declaração que ampliou a reação internacional e levantou questionamentos sobre uma possível ocupação ou administração provisória do país.

O presidente americano também afirmou que a ofensiva teve como um de seus objetivos a recuperação de petróleo que teria sido retirado dos Estados Unidos pelo regime venezuelano. Segundo Trump, o recurso foi tomado “como doce de bebê”, expressão usada por ele para justificar a intervenção e reforçar o discurso de prejuízo econômico aos EUA.

Ele também disse que a captura de Maduro serve como alerta a outros líderes que desrespeitem os interesses dos EUA. Trump declarou ainda que a Venezuela será “reconstruída” com recursos do petróleo recuperado pelos EUA, reforçando a ideia de controle econômico sobre Caracas.

Durante a ofensiva, bombardeios provocaram um apagão em Caracas, segundo autoridades locais, e aeronaves militares americanas foram registradas sobrevoando o território venezuelano.

Após o anúncio da captura, a vice-presidente da Venezuela exigiu provas de vida de Maduro, enquanto o governo chavista solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

Trump afirmou que acompanhou a operação em tempo real e comparou a ação a um “reality show”. Mais tarde, a Casa Branca divulgou uma imagem de Maduro sob custódia, sendo levado aos Estados Unidos.

Trump publica foto de Maduro sendo levado aos EUA | Crédito:  Reprodução/truthsocial.com/@realDonaldTrump

Trump publica foto de Maduro sendo levado aos EUA | Crédito:  Reprodução/truthsocial.com/@realDonaldTrump

Na Venezuela, a captura do presidente aprofundou a instabilidade política e econômica. Houve corrida a mercados, e setores da oposição, representados pela líder da oposição, María Corina, passaram a defender uma transição de poder, enquanto cresce a incerteza sobre a condução do país.

A operação recebeu apoio de aliados do governo Trump. O vice-presidente americano afirmou que os ataques se justificam por um suposto “roubo de petróleo” por parte do regime venezuelano.

Em reação, líderes internacionais criticaram a ofensiva. A Rússia condenou a ação e classificou a operação como uma agressão armada.

No Brasil, o governo Lula criticou duramente a ofensiva, afirmando que a captura de um chefe de Estado estrangeiro ultrapassa os limites do direito internacional. O país elevou o nível de alerta militar no Norte, embora o Itamaraty tenha informado que a situação na fronteira segue normal.

Analistas avaliam que a ofensiva dos EUA contra a Venezuela representa uma escalada sem precedentes e pode redefinir o equilíbrio político na América Latina.