Band Jornalismo

Trump acompanhou captura de Maduro em tempo real: "Parecia um reality show"

De acordo com Trump, a incursão militar já havia sido autorizada há alguns dias, mas precisou ser adiada em quatro dias devido a condições climáticas adversas na região

Da redação
DA REDAÇÃO

03/01/2026 • 12:34 • Atualizado em 03/01/2026 • 12:34

Em entrevista exclusiva à rede americana Fox News, o presidente Donald Trump detalhou a megaoperação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Trump afirmou ter assistido a toda a ação ao vivo, diretamente de sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, comparando a experiência a um programa de televisão em tempo real.

Compartilhar

Detalhes da operação

De acordo com Trump, a incursão militar já havia sido autorizada dias antes, mas precisou ser adiada quatro dias devido a condições climáticas adversas na região. O presidente destacou que, embora o governo venezuelano tenha tentado negociar uma saída pacífica do poder recentemente, ele decidiu encerrar as tratativas, afirmando que não tinha mais interesse em acordos naquele estágio.

Destino de Maduro

Nicolás Maduro está sendo transportado para Nova York, onde enfrentará julgamento em um tribunal federal. As acusações incluem:

  • Crimes ligados ao narcotráfico internacional;
  • Posse ilegal de armas de guerra e explosivos;
  • Conspiração contra a segurança nacional.

O futuro da Venezuela

Sobre a sucessão de poder em Caracas, Trump indicou que os próximos passos ainda estão sendo definidos e que os Estados Unidos terão um papel ativo na transição. O presidente demonstrou cautela quanto à possibilidade de a atual vice-presidência assumir o cargo, ressaltando que o objetivo é evitar a continuidade do modelo de gestão anterior.

Trump também afirmou que a Venezuela será “reconstruída” com recursos do petróleo recuperado pelos EUA, reforçando a ideia de controle econômico sobre Caracas.

O presidente americano encerrou afirmando que o povo venezuelano estaria celebrando a captura, classificando o regime como uma ditadura e reforçando o compromisso com a mudança política no país. Segundo ele, uma coletiva oficial será realizada para detalhar aspectos técnicos da operação e os próximos passos do processo judicial.

Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela

Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania

Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.

Em entrevista coletiva, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão governar a Venezuela após a captura de Maduro, declaração que ampliou a reação internacional e levantou questionamentos sobre uma possível ocupação ou administração provisória do país.

O presidente americano também afirmou que a ofensiva teve como um de seus objetivos a recuperação de petróleo que teria sido retirado dos Estados Unidos pelo regime venezuelano.

Segundo Trump, o recurso foi tomado “como doce de bebê”, expressão usada por ele para justificar a intervenção e reforçar o discurso de prejuízo econômico aos EUA. Ele também disse que a captura de Maduro serve como alerta a outros líderes que desrespeitem os interesses dos EUA.

Durante a ofensiva, bombardeios provocaram um apagão em Caracas, segundo autoridades locais, e aeronaves militares americanas foram registradas sobrevoando o território venezuelano.

Após o anúncio da captura, a vice-presidente da Venezuela exigiu provas de vida de Maduro, enquanto o governo chavista solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

Mais tarde, a Casa Branca divulgou uma imagem de Maduro sob custódia, sendo levado aos Estados Unidos.

Trump publica foto de Maduro sendo levado aos EUA | Crédito:  Reprodução/truthsocial.com/@realDonaldTrump

Trump publica foto de Maduro sendo levado aos EUA | Crédito:  Reprodução/truthsocial.com/@realDonaldTrump

Na Venezuela, a captura do presidente aprofundou a instabilidade política e econômica. Houve corrida a mercados, e setores da oposição, representados pela líder da oposição, María Corina, passaram a defender uma transição de poder, enquanto cresce a incerteza sobre a condução do país.

A operação recebeu apoio de aliados do governo Trump. O vice-presidente americano afirmou que os ataques se justificam por um suposto “roubo de petróleo” por parte do regime venezuelano.

Em reação, líderes internacionais criticaram a ofensiva. A Rússia condenou a ação e classificou a operação como uma agressão armada.

No Brasil, o governo Lula criticou duramente a ofensiva, afirmando que a captura de um chefe de Estado estrangeiro ultrapassa os limites do direito internacional. O país elevou o nível de alerta militar no Norte, embora o Itamaraty tenha informado que a situação na fronteira segue normal.

Analistas avaliam que a ofensiva dos EUA contra a Venezuela representa uma escalada sem precedentes e pode redefinir o equilíbrio político na América Latina.