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Trump sugere que captura de Maduro serve de alerta a outros líderes

Trump classificou a detenção de Maduro como um ato de justiça e celebrou a liberdade da população da Venezuela

Da redação
DA REDAÇÃO

03/01/2026 • 14:29 • Atualizado em 03/01/2026 • 14:29

Donald Trump

Donald Trump

REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o país está "completamente satisfeito" com a operação que resultou na prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro. Em pronunciamento, o republicano disse que o desfecho serve de aviso a outras lideranças globais e o que ocorreu com Maduro pode se repetir com outros chefes de Estado.

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Trump classificou a detenção de Maduro como um ato de justiça e celebrou a liberdade da população da Venezuela. O político destacou que manteve conversas com diversas figuras políticas sobre o tema e reforçou que o cenário internacional está ciente das implicações dessa operação.

Estou completamente satisfeito com o momento e com essa operação política, figuras políticas também, já falei com todos, o que aconteceu com o Nicolás Maduro pode acontecer com outros líderes mundiais, eles sabem disso. com o Maduro foi justo.

O presidente americano afirmou ainda que a queda de Maduro encerra um ciclo de opressão que perdurou por décadas e considerou a prisão necessária e justa para garantir que os venezuelanos possam finalmente viver livres das políticas do regime anterior. Trump ressaltou que a operação política e militar foi conduzida de forma a atingir os objetivos esperados pela sua administração e aliados.

EUA vão administrar a Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou os bombardeios feitos em Caracas, na Venezuela, e a captura de Nicolás Maduro. Em entrevista coletiva, o presidente descreveu a ofensiva como uma “primeira onda” e afirmou que os militares permanecerão no país para agir novamente, se for necessário.

Segundo Trump, haverá “uma transição pacífica” na Venezuela. “Queremos paz e liberdade para o povo da Venezuela. Muitos venezuelanos vivem nos Estados Unidos e querem voltar para o país. Não podemos deixar que outra pessoa controle a Venezuela e a mente do seu povo após décadas de um governo como esse. Vamos permanecer por um tempo para garantir uma transição adequada."

Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela

Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania

Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.

Em entrevista coletiva, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão governar a Venezuela após a captura de Maduro, declaração que ampliou a reação internacional e levantou questionamentos sobre uma possível ocupação ou administração provisória do país.

O presidente americano também afirmou que a ofensiva teve como um de seus objetivos a recuperação de petróleo que teria sido retirado dos Estados Unidos pelo regime venezuelano. Segundo Trump, o recurso foi tomado “como doce de bebê”, expressão usada por ele para justificar a intervenção e reforçar o discurso de prejuízo econômico aos EUA.

Ele também disse que a captura de Maduro serve como alerta a outros líderes que desrespeitem os interesses dos EUA. Trump declarou ainda que a Venezuela será “reconstruída” com recursos do petróleo recuperado pelos EUA, reforçando a ideia de controle econômico sobre Caracas.

Durante a ofensiva, bombardeios provocaram um apagão em Caracas, segundo autoridades locais, e aeronaves militares americanas foram registradas sobrevoando o território venezuelano.

Após o anúncio da captura, a vice-presidente da Venezuela exigiu provas de vida de Maduro, enquanto o governo chavista solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

Trump afirmou que acompanhou a operação em tempo real e comparou a ação a um “reality show”. Mais tarde, a Casa Branca divulgou uma imagem de Maduro sob custódia, sendo levado aos Estados Unidos.

Trump publica foto de Maduro sendo levado aos EUA | Crédito:  Reprodução/truthsocial.com/@realDonaldTrump

Trump publica foto de Maduro sendo levado aos EUA | Crédito:  Reprodução/truthsocial.com/@realDonaldTrump

Na Venezuela, a captura do presidente aprofundou a instabilidade política e econômica. Houve corrida a mercados, e setores da oposição, representados pela líder da oposição, María Corina, passaram a defender uma transição de poder, enquanto cresce a incerteza sobre a condução do país.

A operação recebeu apoio de aliados do governo Trump. O vice-presidente americano afirmou que os ataques se justificam por um suposto “roubo de petróleo” por parte do regime venezuelano.

Em reação, líderes internacionais criticaram a ofensiva. A Rússia condenou a ação e classificou a operação como uma agressão armada.

No Brasil, o governo Lula criticou duramente a ofensiva, afirmando que a captura de um chefe de Estado estrangeiro ultrapassa os limites do direito internacional. O país elevou o nível de alerta militar no Norte, embora o Itamaraty tenha informado que a situação na fronteira segue normal.

Analistas avaliam que a ofensiva dos EUA contra a Venezuela representa uma escalada sem precedentes e pode redefinir o equilíbrio político na América Latina.