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Venezuelanos fazem filas para entrar em mercados após captura de Maduro

O clima é de apreensão diante da possibilidade de novos ataques e da resistência prometida por militares venezuelanos

Da redação
DA REDAÇÃO

03/01/2026 • 13:37 • Atualizado em 03/01/2026 • 13:37

A população da Venezuela enfrenta uma manhã de incerteza e corridas a supermercados e farmácias neste sábado (3), após uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas que resultou na captura de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.

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O casal está sendo transferido para Nova York, onde deverá responder por crimes como tráfico de drogas e associação com o narcotráfico.

Corrida por suprimentos em Caracas

Após uma madrugada marcada por bombardeios e explosões na capital venezuelana, moradores formaram longas filas em estabelecimentos comerciais na tentativa de garantir alimentos, combustíveis e medicamentos. O clima é de apreensão diante da possibilidade de novos ataques e da resistência prometida por setores das Forças Armadas venezuelanas.

Segundo a repórter Beatriz Puente, da Band, o cenário evidencia a divisão no país. Enquanto grupos protestaram contra a intervenção norte-americana e pediram o retorno de Maduro, outra parcela da população demonstra temor diante de uma possível presença militar ostensiva nas ruas. Imagens da Aliança Informativa Latino-Americana mostram vias vazias e uma “corrida contra o tempo” por provisões básicas.

Ataques a bases militares

A operação dos Estados Unidos teve como alvo principal bases militares e pontos estratégicos utilizados pelo Exército venezuelano. A ofensiva na madrugada buscou desarticular a estrutura de defesa do governo Maduro antes da captura do ex-presidente.

Até o momento, a situação política da Venezuela permanece indefinida, com mais perguntas do que respostas sobre quem assumirá o comando do país.

Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela

Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania

Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.

Em entrevista coletiva, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão governar a Venezuela após a captura de Maduro, declaração que ampliou a reação internacional e levantou questionamentos sobre uma possível ocupação ou administração provisória do país.

O presidente americano também afirmou que a ofensiva teve como um de seus objetivos a recuperação de petróleo que teria sido retirado dos Estados Unidos pelo regime venezuelano. Segundo Trump, o recurso foi tomado “como doce de bebê”, expressão usada por ele para justificar a intervenção e reforçar o discurso de prejuízo econômico aos EUA.

Ele também disse que a captura de Maduro serve como alerta a outros líderes que desrespeitem os interesses dos EUA. Trump declarou ainda que a Venezuela será “reconstruída” com recursos do petróleo recuperado pelos EUA, reforçando a ideia de controle econômico sobre Caracas.

Durante a ofensiva, bombardeios provocaram um apagão em Caracas, segundo autoridades locais, e aeronaves militares americanas foram registradas sobrevoando o território venezuelano.

Após o anúncio da captura, a vice-presidente da Venezuela exigiu provas de vida de Maduro, enquanto o governo chavista solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

Trump afirmou que acompanhou a operação em tempo real e comparou a ação a um “reality show”. Mais tarde, a Casa Branca divulgou uma imagem de Maduro sob custódia, sendo levado aos Estados Unidos.

Trump publica foto de Maduro sendo levado aos EUA | Crédito:  Reprodução/truthsocial.com/@realDonaldTrump

Trump publica foto de Maduro sendo levado aos EUA | Crédito:  Reprodução/truthsocial.com/@realDonaldTrump

Na Venezuela, a captura do presidente aprofundou a instabilidade política e econômica. Houve corrida a mercados, e setores da oposição, representados pela líder da oposição, María Corina, passaram a defender uma transição de poder, enquanto cresce a incerteza sobre a condução do país.

A operação recebeu apoio de aliados do governo Trump. O vice-presidente americano afirmou que os ataques se justificam por um suposto “roubo de petróleo” por parte do regime venezuelano.

Em reação, líderes internacionais criticaram a ofensiva. A Rússia condenou a ação e classificou a operação como uma agressão armada.

No Brasil, o governo Lula criticou duramente a ofensiva, afirmando que a captura de um chefe de Estado estrangeiro ultrapassa os limites do direito internacional. O país elevou o nível de alerta militar no Norte, embora o Itamaraty tenha informado que a situação na fronteira segue normal.

Analistas avaliam que a ofensiva dos EUA contra a Venezuela representa uma escalada sem precedentes e pode redefinir o equilíbrio político na América Latina.