
Avião dos EUA danificado em base saudita
Reprodução/Facebook
Resumo
Um ataque iraniano à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, destruiu um avião de vigilância dos Estados Unidos e feriu pelo menos 12 militares, segundo confirmação da agência AFP e autoridades iranianas.
O E-3 Sentry, avaliado em US$ 270 milhões, era utilizado para monitoramento aéreo e operações militares, sendo um dos 16 modelos em operação pela Força Aérea dos EUA antes do ataque; aviões de abastecimento também foram atingidos.
O presidente do Parlamento iraniano acusou os Estados Unidos de planejar uma ofensiva terrestre enquanto negociam um acordo de paz, rejeitado pelo Irã, e Washington enviou milhares de fuzileiros navais à região, aumentando a tensão sem perspectiva de fim do conflito.
A agência de notícias AFP confirmou neste domingo (29) a informação de que o ataque iraniano à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, destruiu um avião de vigilância dos Estados Unidos na última sexta-feira (27). Imagens verificadas pela agência mostram a aeronave partida ao meio após a ofensiva dos drones iranianos.
Avaliado em cerca de US$ 270 milhões, o E-3 Sentry é um modelo usado para monitoramento aéreo e coordenação de operações militares. A Força Aérea dos Estados Unidos tinha cerca de 16 aeronaves desse modelo em operação antes do ataque. O Wall Street Journal informou que aviões de abastecimento que estavam estacionadas no pátio da base também foram atingidos.
Além das aeronaves, ao menos 12 militares foram feridos na ofensiva. O Pentágono afirmou que monitora a escalada de tensão no Oriente Médio. As autoridades iranianas confirmaram a autoria da operação contra ativos dos Estados Unidos.
Irã acusou EUA de planejar ofensiva em meio a negociações
Ainda neste domingo (29), o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou os Estados Unidos de estarem planejando um ataque terrestre ao país enquanto anuncia tentativas de negociação. “Nossas forças estão aguardando a chegada ao nosso território dos soldados americanos para atacá-los e punir seus aliados regionais de uma vez por todas”, disse Qalibaf em um comunicado público.
O recado vem em momento que a guerra completa mais de um mês sem perspectivas concretas para encerrar. O Exército dos EUA informou que Washington enviou milhares de fuzileiros navais na última sexta-feira (27), segundo o Wall Street Journal. Não há confirmação oficial de Trump sobre se haverá uma incursão terrestre no Oriente Médio.
O governo americano divulgou um possível acordo de paz na semana passada e ameaçou "desencadear um inferno" sobre o país caso não cheguem a um consenso. O Irã rejeitou a proposta.
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