
Israel ataca cidade de Tiro, no Líbano
Foto: Reuters
Resumo
O ataque do exército de Israel ao Líbano nesta terça-feira (9) elevou as tensões no Oriente Médio, resultando em pelo menos 14 mortes e acontecendo apesar dos apelos do presidente Donald Trump pelo respeito ao cessar-fogo na região.
Ação militar israelense teve como alvo a cidade de Tiro, localizada no sul do Líbano, identificada como reduto do grupo Hezbolah e considerada Patrimônio da Humanidade, provocando evacuação de áreas próximas e preocupação internacional.
Reação do Irã ainda não foi oficializada, mas país já havia prometido retaliação a ataques, enquanto lideranças religiosas libanesas solicitaram proteção ao presidente Joseph Aoun e Trump pressiona o governo Netanyahu por respeito ao cessar-fogo.
O exército de Israel voltou a atacar o Líbano nesta terça-feira (9), em mais um ato de escalada das tensões no Oriente Médio e mesmo após apelos do presidente Donald Trump para que o cessar-fogo fosse respeitado na região. Ao menos 14 pessoas morreram, segundo autoridades libanesas e agências de notícias internacionais.
Os israelenses atingiram a cidade de Tiro, um reduto religioso e de maioria cristã no sul do Líbano. A área fica a 20 quilômetros ao norte da fronteira com Israel. O governo Netanyahu diz efetuar operações contra o Hezbolah, grupo que considera terrorista, é determinado a evacuação de novas áreas na região.
O Irã ainda não se pronunciou, mas prometeu um dia antes que revidaria ações contra o Líbano. No fim de semana, os iranianos disparam mísseis balísticos contra o território de Israel, mas cessou as hostilidades após um apelo dos Estados Unidos.
Trump também pressiona o gabinete de Natanyahu. Um telefonema entre o americano e o primeiro-ministro israelense teria terminado em uma ordem para que Israel não atrapalhasse um acordo de cessar-fogo negociado com Teerã.
Cidade histórica ameaçada
Um porta-voz do exército israelense afirmou que terroristas do Hezbolah utilizam bairros de Tiro para operarem contra Israel. A cidade tinha 100 mil habitantes antes da guerra e é considerada um Patrimônio da Humanidade pela ONU.
A localidade abriga sítios arqueológicos e também recebe refugiados deslocados das áreas próximas da fronteira com Israel.
Um grupo de lideranças religiosas fez um apelo ao presidente libanês, Joseph Aoun, para que protegesse a cidade histórica.
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