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Juliana Rosa: contenção no preço do diesel segura preço dos combustíveis?

Medida do governo busca aliviar o impacto no bolso do consumidor e evitar que a alta chegue aos supermercados, mas jornalista aponta que reajuste da Petrobras ainda é esperado

Da redação
DA REDAÇÃO

13/03/2026 • 10:31 • Atualizado em 13/03/2026 • 10:31

Resumo

O anúncio do Governo Federal inclui a isenção dos impostos federais sobre o diesel e a criação de auxílio para importadores, buscando conter o aumento do combustível e evitar reflexos no preço dos alimentos e produtos em geral.

A avaliação da colunista Juliana Rosa destaca que as medidas podem trazer alívio temporário, mas não eliminam a pressão dos preços internacionais, já que o diesel e a gasolina estão defasados em relação ao mercado externo e existe expectativa de reajuste pela Petrobras.

A dependência da logística rodoviária no Brasil amplia o impacto do diesel na cadeia produtiva, enquanto o governo pressiona os estados pela redução do ICMS, compensa a perda de arrecadação com aumento na tributação das exportações de petróleo e enfrenta riscos de insegurança jurídica e redução de investimentos privados no refino.

O Governo Federal anunciou um pacote de medidas para tentar conter a escalada no preço do diesel, que inclui zerar os impostos federais (PIS/Cofins) sobre o combustível e criar um auxílio para importadores. A ação busca evitar que a alta impacte diretamente o preço dos alimentos e outros produtos nos supermercados.

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Segundo a colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, as medidas têm potencial para aliviar a situação, mas não para frear completamente a alta. O governo estima um alívio de R$ 0,64 por litro, mas a pressão do mercado internacional e a escassez de petróleo continuam sendo os principais fatores de peso na formação de preços.

Cenário de defasagem e reajuste

Apesar da iniciativa do governo, a colunista aponta que a defasagem nos preços dos combustíveis em relação ao mercado internacional é gigantesca. Atualmente, o diesel apresenta uma diferença de 50%, enquanto a gasolina está 40% abaixo da oferta internacional. Por isso, a expectativa do mercado é que a Petrobras realize um aumento nos preços em breve.

Nesse cenário, Juliana avalia que as medidas do governo funcionariam mais como um amortecedor para a alta que está por vir, em vez de uma redução efetiva no preço atual.

Segundo a jornalista, o Brasil é extremamente dependente da logística rodoviária, e o preço do diesel tem um potencial de espalhamento por toda a cadeia produtiva, afetando desde o frete de alimentos até o transporte de bens de consumo.

Tributação e os próximos passos

O governo agora pressiona os estados para que colaborem com a redução do ICMS, o imposto estadual que possui um peso maior na composição final do preço do que os tributos federais.

Para compensar a perda de arrecadação com a isenção do PIS/Cofins, o governo decidiu aumentar a tributação sobre as exportações de petróleo.

De acordo com Juliana Rosa, a medida, embora equilibre as contas públicas, gera insegurança jurídica e pode desestimular investimentos privados na capacidade de refino do país, um dos gargalos do setor.