Juliana Rosa: Estados devem aderir à proposta de subsidiar diesel importado
Medida emergencial busca evitar desabastecimento e reduzir pressão sobre os preços

Para conter a escalada de preços dos combustíveis e o risco de desabastecimento, todos os estados devem aceitar nesta terça-feira (31) a proposta do Governo Federal da concessão de um subsídio de R$ 1,20 por litro para o diesel importado. A informação foi confirmada na última segunda (30) com exclusividade pela colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa.
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A proposta prevê que o custo seja dividido igualmente, com a União e os estados arcando com R$ 0,60 cada. A medida está prevista para durar dois meses.
A adesão dos estados à iniciativa é voluntária, mas governadores demonstram apoio, segundo apurado pela colunista.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou a ideia como "razoável" e sinalizou que o estado deve participar do acordo.
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Aumento em outros setores e o impacto no bolso do consumidor
Apesar do esforço para conter o preço do diesel, outros aumentos de grande impacto estão no horizonte. A Petrobras deve anunciar um reajuste de mais de 50% no preço do querosene de aviação (QAV) a partir de abril, segundo informações da Vibra, empresa de distribuição de combustíveis.
O aumento, reflexo da alta do petróleo no mercado internacional, deve encarecer significativamente as passagens aéreas.
De acordo com Juliana Rosa, para mitigar o repasse, o governo estuda oferecer um pacote de crédito para as companhias aéreas.
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Enquanto isso, o cenário econômico para as famílias brasileiras se agrava. Dados recentes do Banco Central mostram que o endividamento atingiu o maior nível da história no Brasil.
Em média, quase 30% da renda familiar já está comprometida com dívidas, e a inadimplência, tanto de pessoas físicas quanto de empresas, apresenta forte alta.
Juros do cartão de crédito e novas medidas de renegociação
Com a restrição do crédito pelos bancos, muitos brasileiros têm recorrido a linhas pré-aprovadas, como o cheque especial e o cartão de crédito. A situação é alarmante, pois os juros rotativos do cartão de crédito subiram ainda mais, atingindo a taxa de 435% ao ano.
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Segundo Juliana Rosa, o governo se reuniu com associações de bancos para discutir um novo plano de renegociação de dívidas, nos moldes do programa "Desenrola", que em 2023 renegociou R$ 50 bilhões em débitos.
A lei que previa um teto de 100% ao ano para os juros do rotativo não tem se mostrado eficaz na prática, pois os bancos migram a dívida para outras modalidades de crédito antes que o limite seja atingido.
