Resumo
Uma medida provisória do governo federal deve ser editada para subsidiar a importação de diesel, visando evitar desabastecimento, mesmo sem consenso entre todos os estados sobre a divisão dos custos, conforme apuração da jornalista Juliana Rosa.
Uma queda acentuada na importação do combustível ocorre devido à diferença entre preços internacionais e os praticados pela Petrobras, com o preço do barril de petróleo subindo para US$ 115, tornando a importação inviável para empresas.
Previsões do Banco Central indicam aumento da inflação para 4,3% e juros podendo chegar a 13%, agravando a inadimplência, enquanto persiste a dúvida sobre a sustentabilidade do subsídio caso o conflito no Oriente Médio e os preços elevados continuem.
O governo federal deve editar uma medida provisória nesta terça-feira (31) para subsidiar a importação de diesel, mesmo que nem todos os estados concordem em dividir os custos. A informação, apurada pela colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, com uma fonte do governo, revela a urgência em evitar um cenário de desabastecimento no país.
A principal preocupação no momento é a queda drástica na importação do combustível, causada pela diferença entre os preços internacionais e os praticados pela Petrobras.
O risco de faltar diesel
Com o barril de petróleo operando na casa dos US$ 115, um forte aumento em relação aos US$ 70 registrados antes do início do conflito no Oriente Médio, a importação de diesel se tornou inviável para as empresas. Segundo Juliana Rosa, a importação do combustível está "despencando".
Para contornar o problema, a proposta do governo é oferecer um subsídio de R$ 1,20 por litro importado, dividindo a conta com os governos estaduais (R$ 0,60 para cada). Contudo, a falta de consenso pode não ser um impedimento. A medida será temporária e válida por 2 meses, com custo de R$ 3 bi a R$ 4 bilhões.
O Ministério da Fazenda diz que nem todos os estados aderiram ao plano até o momento e uma resposta final deve ser dada ainda hoje. De acordo com apuração da jornalista Juliana Rosa, a MP será editada de qualquer forma, mas o governo federal tende a aumentar a contribuição para R$ 0,92 centavos por litro, se os estados decidirem por não contribuir com a iniciativa.
Impacto na economia e a duração da crise
A alta do petróleo já reflete em toda a economia. Conforme dados do Banco Central citados por Juliana Rosa, a previsão média de inflação para o ano subiu para 4,3%, e as projeções para a taxa básica de juros já apontam para a casa dos 13% – tudo isso em um ambiente de aumento da inadimplência de famílias e empresas.
A grande questão, segundo a colunista, é a sustentabilidade da medida emergencial. "A grande pergunta nesse momento é quanto tempo vai durar essa guerra", pondera Juliana. Se o conflito e os altos preços do petróleo se estenderem, não haverá dinheiro para manter o subsídio por muito tempo, e a crise econômica pode se agravar ainda mais.
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