Economia

Brasil conta em 2026 com 332 milhões de dívidas, diz Serasa

Levantamento aponta alta de 43% em dez anos, aumento da dívida média e maior inadimplência entre idosos e população de baixa renda

Da redação
DA REDAÇÃO

24/03/2026 • 12:54 • Atualizado em 24/03/2026 • 12:57

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Resumo

Levantamento da Serasa Experian revela crescimento de 43% no número de dívidas no Brasil entre 2016 e 2026, totalizando cerca de 332 milhões, com aumento de 12,2% na dívida média por consumidor, que passou para R$ 6.598,13.

Dados mostram concentração de inadimplência entre brasileiros de menor renda, com 48% dos negativados recebendo até um salário mínimo, além de mudanças no perfil dos devedores, destacando o avanço da participação de pessoas acima de 60 anos de 12,23% para 19,41% e queda entre jovens de 18 a 25 anos de 15,93% para 11,45%.

Análise por gênero indica que mulheres passaram a liderar o número de inadimplentes nos últimos dez anos, representando atualmente 50,5% do total, enquanto homens correspondem a 49,5%.

O Brasil registra, em 2026, cerca de 332 milhões de dívidas — volume 43% superior ao observado em 2016, segundo levantamento da Serasa Experian divulgado durante coletiva sobre os 10 anos do Mapa da Inadimplência.

Compartilhar

No período, a dívida média por consumidor também cresceu 12,2%, passando de R$ 5.880,02 para R$ 6.598,13, já considerando a correção pela inflação. A inadimplência segue mais concentrada entre a população de menor renda: 48% dos brasileiros negativados recebem até um salário mínimo.

O estudo aponta ainda mudanças no perfil dos endividados, com destaque para o aumento da inadimplência entre pessoas com mais de 60 anos. Em 2016, esse grupo representava 12,23% do total — a menor participação entre as faixas etárias.

Uma década depois, o cenário se inverteu. Enquanto a participação de jovens de 18 a 25 anos caiu 4,48 pontos percentuais (de 15,93% para 11,45%), a fatia de consumidores acima de 60 anos avançou 7,18 pontos, alcançando 19,41%.

No recorte por gênero, as mulheres passaram a liderar o número de inadimplentes ao longo dos últimos dez anos. Em 2016, representavam 49,8% do total, contra 50,2% dos homens. Atualmente, elas somam 50,5%, enquanto eles correspondem a 49,5%.