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Juliana Rosa: Petróleo volta a subir depois de cair ontem abaixo de US$ 100

Colunista aponta que defasagem nos postos brasileiros coloca em xeque a capacidade de importação do combustível

Da redação
DA REDAÇÃO

24/03/2026 • 10:01 • Atualizado em 24/03/2026 • 10:01

Juliana Rosa
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Resumo

A volatilidade no preço internacional do barril de petróleo, que voltou a superar os US$ 100 devido à imprevisibilidade causada pela guerra no Oriente Médio, acende um alerta para a economia brasileira e influencia diretamente o mercado de combustíveis.

A preocupação central, segundo a colunista Juliana Rosa, recai sobre o preço do diesel, que enfrenta grande defasagem em relação ao mercado externo, desestimulando importadores privados, aumentando o risco de desabastecimento e pressionando a Petrobras, que não consegue suprir toda a demanda interna.

A pressão sobre o diesel tem potencial de impactar a inflação no Brasil, elevando custos de frete e cadeia produtiva, enquanto o Banco Central sinaliza cautela em sua ata, cortando juros em 0,25 ponto percentual, mas avaliando espaço para novo ajuste mesmo diante das incertezas do cenário internacional.

A volatilidade no preço do barril de petróleo no mercado internacional, que voltou a operar acima dos US$ 100 nesta terça-feira (24), acende um novo alerta para a economia brasileira.

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Segundo a colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, a principal preocupação recai sobre o preço do diesel, que enfrenta uma grande defasagem em relação aos valores praticados no exterior, gerando um risco iminente de um novo reajuste e, no pior dos cenários, de desabastecimento em algumas regiões do país.

A gangorra do petróleo

O preço do petróleo, que havia recuado para US$ 95 na segunda-feira (23), voltou a subir e operava em US$ 102 no início desta terça. Essa oscilação reflete a alta imprevisibilidade em relação à guerra no Oriente Médio.

Segundo Juliana, o mercado reage a cada notícia sobre o conflito, como as recentes declarações sobre uma possível trégua nos ataques ao Irã, que, embora negadas posteriormente, sinalizam uma busca por solução para a guerra. Contudo, em conversa com a jornalista, especialistas afirmam que não há clareza sobre o fim do conflito, mantendo o ambiente de alto risco e incerteza.

O dilema do diesel no Brasil

O cenário internacional pressiona diretamente o Brasil, que importa cerca de 30% do diesel que consome. Atualmente, a Petrobras segura um novo reajuste, mas a defasagem em relação ao preço de importação é grande.

Segundo apuração da colunista, isso desestimula os importadores privados, que não veem vantagem em trazer o produto mais caro para vender pelo valor menor praticado pela estatal. A consequência é um risco crescente de falta de diesel, com relatos de dificuldades de abastecimento já surgindo no sul do país. Para a colunista, a situação é delicada, pois "pior do que preço caro é faltar o produto".

Medidas do governo, como zerar impostos federais e conceder subsídios, são importantes, mas podem não ser suficientes para evitar um novo aumento, caso o petróleo se mantenha em patamares elevados. A Petrobras, sozinha, não tem capacidade para suprir toda a demanda interna, de acordo com Juliana.

Impacto na inflação e nos juros

Essa pressão nos combustíveis, especialmente no diesel, tem um forte potencial de impactar a inflação, espalhando-se por toda a cadeia produtiva através do custo do frete.

Em meio a este quadro, o Banco Central divulgou, nesta segunda, a ata de sua última reunião, na qual cortou os juros em 0,25 ponto percentual.

O documento sinaliza cautela diante das pressões inflacionárias, mas ainda indica a possibilidade de um novo corte na mesma magnitude na próxima reunião, em abril. A autoridade monetária avalia que, apesar do conflito, a taxa de juros no Brasil ainda tem "muita gordura para queimar"

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