
Naufrágio de embarcação no Amazonas
Reprodução/Band TV
O comandante da lancha que naufragou em Manaus na sexta-feira (13), identificado como Pedro José da Silva Gama, tem a prisão preventiva decretada pela Justiça do Amazonas.
Na última sexta-feira, dia em que a embarcação Lima de Abreu XV afundou no Encontro das Águas, o homem chegou a ser detido, mas foi liberado no dia seguinte após o pagamento de fiança.
Ainda no sábado, a prisão preventiva foi expedida em caráter de urgência pela Central de Plantão Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas. Pedro José da Silva Gama passa a ser investigado por homicídio culposo - quando não há a intenção de matar.
O naufrágio deixou duas pessoas mortas, identificadas como Samila de Souza, uma criança de apenas três anos, e a estudante Lara Bianca, de 22 anos, e sete continuam desaparecidas. O Corpo de Bombeiros segue com as buscas.
O caso
Um naufrágio no Rio Amazonas, nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus, resultou na morte de uma criança de três anos na tarde desta sexta-feira (13) Outra pessoa também morreu.
A embarcação, identificada como Lima Abreu, transportava cerca de 80 passageiros no momento do acidente. Além de duas mortes, sete pessoas seguem desaparecidas.
O barco havia partido da "Balsa Amarela", em Manaus, por volta das 13h30, com destino ao município de Nova Olinda do Norte. O naufrágio ocorreu apenas 30 minutos após a partida. Segundo relatos de familiares à reportagem do Brasil Urgente, a criança viajava para reencontrar a mãe e estava muito animada com a viagem.
Passageiros denunciam que embarcação estava lotada e em alta velocidade
Sobreviventes e familiares das vítimas denunciam que a embarcação, operada pela empresa Lima de Abreu Navegações, trafegava em alta velocidade e apresentava sinais nítidos de superlotação. Entre as vítimas fatais confirmadas estão Samila de Souza, uma criança de apenas três anos, e a estudante Lara Bianca, de 22 anos.
Segundo relatos de quem estava a bordo, a velocidade excessiva fez com que um "banzeiro" — onda provocada por outra embarcação — invadisse a lancha com força. O movimento brusco assustou os passageiros, que correram para a parte traseira, causando o adernamento e o afundamento imediato.
Testemunhas afirmam que a embarcação não dispunha de coletes salva-vidas suficientes para todos os presentes, deixando 71 pessoas à deriva em meio ao pânico. A sobrevivente Lane da Silva de Souza descreveu o cenário como desesperador, com mães tentando salvar filhos sem sucesso.
Em um caso que chamou a atenção dos socorristas, uma mãe conseguiu salvar seu bebê de apenas cinco dias de vida colocando-o dentro de um cooler até a chegada do resgate; ambos passam bem, mas o avô da criança continua desaparecido.
As buscas foram retomadas às 6h30 deste sábado por uma força-tarefa composta pelo Corpo de Bombeiros, Marinha e Defesa Civil. Pequenas embarcações que navegavam pela região foram as primeiras a prestar auxílio, lançando boias para as vítimas antes da chegada oficial das autoridades.
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