
Leila Pereira, presidente do Palmeiras
Cesar Greco/Palmeiras
Resumo
A CPMI do INSS adiou as oitivas previstas, incluindo os depoimentos de Leila Pereira, Ildefonso Brotto Azevedo e Rodrigo Assunção, devido a alegações de compromissos e questões institucionais envolvendo os bancos investigados por descontos irregulares em benefícios.
O depoimento de Leila Pereira foi remarcado para a próxima semana, destacando a atuação da Crefisa como principal vencedora do pregão de benefícios do INSS e o levantamento do relator Alfredo Gaspar sobre reclamações e irregularidades envolvendo a instituição.
A CPMI sofreu revés com a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que anulou a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva e Roberta Luchsinger, enquanto o presidente da comissão, Carlos Viana, tenta prorrogar os trabalhos diante do grande volume de documentos, sem definição do Senado sobre a extensão do prazo.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) adiou as oitivas previstas para esta segunda-feira (9). Seriam ouvidos a presidente da Crefisa e do Palmeiras, Leila Pereira, o CEO do Banco C6, Ildefonso Brotto Azevedo, e o presidente da Dataprev, Rodrigo Assunção.
O depoimento de Leila Pereira foi remarcado para a próxima segunda-feira (16), após seus advogados alegarem compromissos previamente assumidos pela empresária. A Crefisa é uma das instituições financeiras no radar da comissão por ter sido a principal vencedora do pregão para operacionalizar o pagamento de novos benefícios do INSS. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), justificou a convocação com base em um levantamento que aponta a Crefisa entre os bancos com mais reclamações e irregularidades.
Anulação de quebras de sigilo
Recentemente, a CPMI sofreu um revés com a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT), e da empresária Roberta Luchsinger, contato em comum entre 'Lulinha' e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS' e considerado o principal operador do esquema de fraudes e desvios indevidos de pensões e aposentadorias. Dino argumentou que a aprovação dos requerimentos, feita em bloco, foi inconstitucional e que cada pedido deve ser fundamentado individualmente.
A CPMI do INSS entra em sua reta final, com o prazo de encerramento previsto para 28 de março. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), tenta um acordo para prorrogar os trabalhos por mais 60 dias. O parlamentar já expressou a intenção de recorrer ao STF para garantir a continuidade das investigações, citando o grande volume de documentos a serem analisados. No entanto, ainda não há uma definição por parte do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a extensão do prazo.
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