Resumo
Um laudo pericial realizado pela Polícia Científica de Santa Catarina indica ausência de fraturas ou lesões ósseas por ação humana no corpo do cão Orelha, mas não descarta morte por trauma cranioencefálico, sem identificação da causa exata.
O cão comunitário Orelha, encontrado com ferimentos graves na Praia Brava, em Florianópolis, morreu em janeiro após suspeita de agressão por adolescentes; o corpo foi exumado a pedido do Ministério Público de Santa Catarina para nova análise.
O laudo descarta uso de prego na cabeça do animal, reforça possibilidade de trauma sem fratura, e serve como base para investigação que aponta um adolescente como suspeito, com o caso sob análise do Ministério Público e defesa negando as acusações.
Um laudo pericial realizado pela Polícia Científica de Santa Catarina no corpo do cão Orelha concluiu que não houve fraturas ou lesões ósseas que pudessem ter sido causadas por ação humana, segundo informações da colunista da BandNews FM Mônica Bergamo. O documento, entretanto, ressalta que a ausência desses ferimentos não descarta a possibilidade de o animal ter morrido em decorrência de um trauma cranioencefálico. A causa da morte não pôde ser identificada.
O cachorro, que era um animal comunitário e vivia há cerca de 10 anos na Praia Brava, em Florianópolis, morreu em janeiro após ser encontrado com ferimentos graves, gerando grande comoção nacional. A investigação apura a suspeita de que ele tenha sido agredido por adolescentes.
O corpo do cão foi exumado neste mês a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para a nova análise.
Análise descarta uso de prego e detalha hipótese de trauma
O laudo, obtido pela colunista, descarta a hipótese, veiculada em redes sociais, de que um prego teria sido cravado na cabeça do animal. Segundo os especialistas, tal ação deixaria uma fratura circular no crânio, o que não foi verificado no exame.
Apesar da ausência de fraturas, o documento esclarece que "a maioria dos traumas cranianos não apresenta fraturas, porém ainda são capazes de levar os animais a morte". Os peritos explicam que os efeitos de uma pancada na cabeça podem ser tardios, aparecendo horas ou dias depois da agressão, o que é compatível com o quadro clínico de Orelha, que piorou progressivamente até a morte.
Contexto do caso e próximos passos da investigação
A morte de Orelha mobilizou o país, levando a protestos e grande repercussão nas redes sociais com a hashtag #JustiçaPorOrelha. A investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, que analisou mais de mil horas de câmeras de segurança, apontou um adolescente como principal suspeito das agressões. O inquérito foi concluído em 3 de fevereiro e enviado ao Ministério Público, que solicitou novas diligências, incluindo a exumação.
O laudo pericial é uma peça importante na investigação que segue em andamento. Com a conclusão das diligências solicitadas, o caso retorna ao Ministério Público de Santa Catarina, que irá analisar as novas provas e decidir sobre as medidas cabíveis.
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