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Mônica Bergamo: Mendonça pode ter poder, mas não tem apoio

Ministro foi derrotado, por 8 votos a 2, na votação sobre a prorrogação da CPMI do INSS

MÔNICA BERGAMO

27/03/2026 • 08:25 • Atualizado em 27/03/2026 • 08:25

Mônica Bergamo

A derrota do ministro André Mendonça, por 8 votos a 2, na votação sobre a prorrogação da CPMI do INSS mostra que ele pode ter poder dentro do Supremo, mas não apoio. A avaliação é da colunista da BandNews FM, Mônica Bergamo. A votação aconteceu ontem (26) e a Comissão encerra os trabalhos amanhã (28).

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Na análise de Mônica, Mendonça está “com a caneta cheia”, por ter nas mãos os dois maiores escândalos do país, a CPMI do INSS e a delação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. No entanto, André Mendonça não tem condições de outros magistrados, como Alexandre de Moraes, Sergio Moro ou até mesmo Joaquim Barbosa tiveram, para conduzir processos que mudaram a história moderna do Brasil.

Na Lava Jato, por exemplo, Sergio Moro estava amparado por todos os procuradores, policiais federais e tribunais superiores. Já Alexandre de Moraes, durante o inquérito das fake news e de defesa da Democracia, também contou com apoio sólido da Primeira Turma do Supremo, até a virada de Luiz Fux durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. No Mensalão, Joaquim Barbosa costumava ganhar no plenário com poucos votos de divergência.

Na prorrogação da CPMI do STF, a expectativa era que Mendonça fosse acompanhado por Cármen Lúcia e por Edson Fachin. No entanto, com a Suprema Corte dividida, André Mendonça se viu isolado. Para Mônica, o cenário é um sinal de que o ministro não tem a adesão que gostaria.

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