O Governo Federal ainda não sabe de onde virá o dinheiro para o fundo garantidor do Desenrola 2. A apuração é da colunista da BandNews FM, Mônica Bergamo. O FGO é um dos requisitos das entidades bancárias para entrada no programa. Os bancos vão oferecer grandes descontos nas dívidas e, em troca, o governo se compromete a arcar com o valor se a pessoa não der conta do pagamento.
Ontem (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, esteve em São Paulo para uma reunião com os representantes dos bancos. A equipe dele virou a noite para fechar os termos do acordo, que serão apresentados ao presidente Lula para validação.
Uma das opções é que os recursos venham de dinheiro esquecido por brasileiros em contas bancárias. Gestões anteriores fizeram chamamentos para que a população pedisse o levantamento. São pequenos valores, mas que somados totalizam milhões de reais. Em 2024, uma portaria determinou que, se em até 30 dias a população não pedisse o levantamento, os valores seriam apropriados pela União e passariam a integrar o Tesouro Nacional.
A colunista adiantou algumas das condições do programa. O teto de cobrança de juros para débitos a serem renegociados no Desenrola 2 caiu de 2,5% para 1,99%. Além disso, o saldo do FGTS poderá ser usado para quitar a dívida, no entanto, ele só poderá ser usado se o valor cobrir toda a dívida. Se for inferior, não será liberado.
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