Enquanto cresce a possibilidade de uma delação premiada de Daniel Vorcaro, cresce também a tensão na capital federal. É o que aponta o colunista da BandNews FM, Rodrigo Orengo. O banqueiro era conhecido por ter uma “bancada informal” no Legislativo, com bom relacionamento com políticos de todas as vias. Além disso, a crise do Banco Master gerou também uma crise institucional no Supremo Tribunal Federal, depois que a Polícia Federal revelou conversas entre o banqueiro e ministros.
Orengo avalia que a possibilidade de delação deixa a classe política acuada. Daniel Vorcaro segue preso e sem previsão de ser solto, desde que o STF formou maioria para que ele siga no presídio em Brasília. Existe a possibilidade ainda que ele siga detido até o julgamento.Orengo aponta que com a mudança na defesa de Vorcaro, a configuração muda também. No fim de semana, Pierpaolo Bottini deixou o caso Master e foi substituído pelo advogado criminalista José Luís Oliveira Lima, conhecido por negociar acordos de delação premiada. Ele já defendeu nomes como José Dirceu, Léo Pinheiro e Walter Braga Netto.Apesar de depender do aval da Polícia Federal e do Ministério Público, Orengo avalia que, para fechar uma delação, basta que Vorcaro queira. Dos nove celulares do banqueiro, apenas o conteúdo de um veio a público. A grande questão é se Daniel Vorcaro vai passar mais informações relevantes.Orengo lembra que, com o avanço das investigações, o leque dos investigados pode ser ampliando, chegando inclusive aos parlamentares amigos de Vorcaro, que tinha contatos nos três poderes.
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