O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se encontraram com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) na noite desta terça-feira (8) na residência oficial da Câmara dos Deputados para tratarem sobre o impasse em torno do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). As informações e a análise são do apresentador de 'O É da Coisa' e colunista da BandNews FM, Reinaldo Azevedo.
Segundo o colunista, a reunião é mais uma tentativa de se chegar "a uma conciliação entre as visões do Executivo e do Legislativo para colocar as contas no arcabouço fiscal".
É preciso saber se as reuniões que se fazem servem para alguma coisa ou não. Esse é um ponto importante. Vai se cumprir aquilo que se apalavrou ou não?
Antes da derrubada do decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras, os mesmos personagens se encontraram no mesmo local no que foi chamado de "reunião histórica" pelo ministro Haddad. No entanto, dias depois o Congresso derrubou o decreto do IOF e instalou-se a crise entre Executivo e Legislativo em torno do tema.
"O que há de singular aqui é que as mesmíssimas personagens que se reuniram no dia 8 de junho e chegaram a um consenso (...) três dias depois estava a 'paulera' em cima do governo", disse Reinaldo.
Após o atrito, o governo recorreu por meio da Advocacia-Geral da União (AGU) ao Supremo Tribunal Federal (STF). O governo alega que a medida é necessária para evitar mais cortes em políticas sociais e maiores contingenciamentos que podem afetar o funcionamento da máquina pública.
O relator do tema no STF é o ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu os efeitos dos decretos, tanto do governo quanto do Congresso, e marcou uma audiência de conciliação entre os Poderes para o dia 15.
Nos últimos dias, o tema ganhou espaço nas redes sociais e tem provocado debates. Agora, segundo Reinaldo, é preciso aguardar.
"Vamos ver pra onde a coisa vai. A questão está nas redes e não vai sair de lá. Acontece o seguinte: sabe-se que é preciso colocar as contas no arcabouço, o dinheiro precisa sair e entrar de lugares específicos ou vai sair do bolso do pobre (...) se as pessoas não continuarem vigilantes, inclusive nas redes, é do bolso do pobre que sai", disse.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:



