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Reinaldo: O voto de Fux e a “terra arrasada” de Eduardo

Medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes já foram endossadas pela maioria dos ministros da Primeira Turma; o ministro Luiz Fux, no entanto, ainda não depositou seu voto no plenário virtual

Por Redação
REDAÇÃO

21/07/2025 • 07:08 • Atualizado em 21/07/2025 • 07:08

Reinaldo Azevedo

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) já tem maioria formada para endossar as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O voto de Moraes foi acompanhado por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux, que também integra a Primeira Turma, ainda não votou. O apresentador de 'O É da Coisa' e colunista da BandNews FM Reinaldo Azevedo analisa o tema.

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"O Fux está com alguma dúvida. Não sei qual", comentou o colunista. Reinaldo ainda lembrou que as medidas cautelares impostas a Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, não foram por conta do risco de fuga, mas sim por Eduardo Bolsonaro estar praticando coação no curso do processo com apoio do pai.

Na última sexta-feira (18), o secretário de Estado do governo Trump, Marco Rubio, revogou os vistos americanos para o ministro do STF Alexandre de Moraes e outros sete ministros.

"Ele [Eduardo] pretende que as punições anunciadas contra o Brasil e contra ministros do Supremo, que por enquanto são revogação de passaporte, sejam uma advertência para que se anule o processo, para que o Supremo se vergue diante das imposições de um governo estrangeiro e do próprio réu da ação penal, que é Jair Bolsonaro, que está junto com Eduardo, que é quem financia ele lá fora", disse Reinaldo.

Segundo o colunista, há uma "clara tentativa de interferir no curso da ação penal", razão que poderia levar Moraes a decretar a prisão preventiva dos envolvidos. No entanto, o ministro do Supremo optou por medidas alternativas, presentes no artigo 319 do Código de Processo Penal (CPP).

"[Medidas] menos gravosas que a prisão, mas as motivações são as mesmas. O Alexandre decidiu por estas com o endosso de três ministros", disse Reinaldo.

Os ministros Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques não foram atingidos pela revogação do passaporte. Para o colunista, Fux se encontra em uma situação delicada diante dessa situação.

"Digamos que ele realmente não veja razões para as cautelares, quem é que iria acreditar que seu voto teria a ver com o interesse público e não com o interesse pessoal. Vamos torcer para que ele faça a coisa certa", disse.

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