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Orengo: parlamentares privilegiam eleição e iniciam recesso sem votações

Colunista aponta para congelamento de matérias polêmicas a partir de agosto

Da redação
DA REDAÇÃO

17/07/2026 • 11:21 • Atualizado em 17/07/2026 • 11:21

Resumo

Poucas propostas legislativas devem avançar no Congresso Nacional após o recesso parlamentar, pois deputados e senadores estarão focados nas eleições de 2026, segundo o jornalista Rodrigo Orengo.

Acordo entre líderes do Senado e da Câmara prevê sessões deliberativas presenciais em períodos específicos de agosto e setembro, priorizando apenas projetos consensuais e deixando de fora temas polêmicos para evitar desgaste político.

Pautas importantes permanecem travadas, como a PEC do fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública, a regulamentação da inteligência artificial, regras para minerais críticos e a tributação de importados, todas adiadas para o fim do ano por exigirem mais debate e consenso.

Poucas propostas no Congresso Nacional devem avançar após a volta do recesso parlamentar, no início de agosto. Segundo o colunista político Rodrigo Orengo, da BandNews FM, os deputados e senadores vão estar focados nas eleições de 2026.

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De acordo com o jornalista, o período pós-recesso funcionará como um 'recesso informal' em Brasília, com os parlamentares focados em suas respectivas campanhas eleitorais.

Acordo entre líderes e os períodos de votação conjunta

Para tentar garantir o andamento de projetos essenciais, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), devem fechar acordos para realizar sessões deliberativas presenciais em datas específicas. Os períodos definidos de trabalho intenso serão de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro.

Orengo explicou que, nessas duas semanas, o Congresso priorizará apenas matérias que contenham o apoio de governistas e oposicionistas. Temas polêmicos ou que dividem opiniões devem ficar de fora da pauta, pois os parlamentares evitarão o desgaste político e o risco de derrotas próximo do período de votação.

O recesso oficial, que se inicia formalmente neste sábado (18) e vai até 31 de julho, encerra um primeiro semestre marcado por disputas fiscais entre o Palácio do Planalto e o Congresso. A paralisação dos trabalhos legislativos deixa suspensa uma extensa lista de propostas estruturantes consideradas cruciais para a economia e a sociedade.

Pautas travadas e o debate sobre a jornada de trabalho

Entre as principais matérias travadas está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala de trabalho 6x1. Segundo o colunista, a pauta, considerada de grande apelo popular e defendida pelo governo, necessita de ampla reflexão, estudos técnicos e audiências públicas antes de seguir para votação definitiva no plenário do Senado.

Além da escala 6x1, outros projetos prioritários foram empurrados para o final do ano. A lista de pendências inclui a PEC da Segurança Pública, a regulamentação do uso de inteligência artificial, o projeto que define regras para minerais críticos e terras raras e à medida que trata da tributação sobre compras de importados.