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Enfermeiros suspeitos de matar pacientes seguem à disposição da Justiça

Em um dos casos, o técnico teria injetado desinfetante mais de dez vezes em uma paciente, causando parada cardiorrespiratória e morte

GABRIEL MARQUES

20/01/2026 • 09:00 • Atualizado em 20/01/2026 • 09:00

Enfermeiros suspeitos de matar pacientes seguem à disposição da Justiça

Enfermeiros suspeitos de matar pacientes seguem à disposição da Justiça

Foto: Canva

Resumo

A investigação da Polícia Civil do Distrito Federal apura três homicídios ocorridos na UTI de um hospital particular em Taguatinga, com Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva como principais suspeitos, todos técnicos de enfermagem.

A identificação das mortes suspeitas foi feita por uma comissão interna do hospital, que acionou as autoridades após constatar que o técnico de 24 anos prescrevia medicamentos impróprios usando o sistema em nome de médicos, sendo que as outras duas técnicas tinham conhecimento dos crimes segundo a polícia.

As vítimas foram João Clemente Pereira, servidor da Caesb, Marcos Moreira, servidor dos Correios, e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada; prisões temporárias e mandados de busca foram cumpridos contra os investigados, enquanto o hospital afirmou colaborar com a investigação e reforçou medidas de segurança e cautelares contra os ex-funcionários, mantendo o caso sob segredo de justiça.

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga três homicídios na UTI de um hospital particular em Taguatinga, região administrativa do DF. Três técnicos de enfermagem são suspeitos de cometerem os crimes: Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.

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Segundo o hospital, foi a própria instituição que acionou as autoridades, após uma comissão interna identificar mortes suspeitas entre novembro e dezembro. Pela apuração, o técnico, de 24 anos, usava o sistema hospitalar em nome de médicos para prescrever medicamentos impróprios para o tratamento. As outras duas também tinham ciência dos crimes, segundo a polícia.

Imagens internas mostraram comportamento fora do padrão dos três técnicos de enfermagem, motivando a criação de uma força-tarefa. Em um dos casos, o técnico teria injetado desinfetante mais de dez vezes em uma paciente, causando parada cardiorrespiratória e morte.

As vítimas eram: João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33 anos, servidor dos Correios; Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, 75. Prisões temporárias e mandados de busca foram cumpridos na última semana contra os três investigados.

Em nota, o Hospital Anchieta afirmou que investigou internamente os casos, colaborou com a polícia e solicitou medidas cautelares contra os ex-funcionários já desligados, reforçando o compromisso da unidade com a segurança dos pacientes e destacando que o caso tramita em segredo de justiça.

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