
Trump desembarca na China para reunião com Xi Jinping
Foto: Reuters
O presidente Donald Trump desembarcou em Pequim, nesta quarta-feira (13), para a primeira reunião em solo chinês entre um líder americano e Xi Jinping em 10 anos. O republicano viaja com uma grande comitiva de empresários e espera a abertura do mercado da China para produtos agrícolas e de tecnologia.
O presidente dos Estados Unidos foi recebido ainda no aeroporto da capital chinesa pelo vice-presidente Han Zheng e um grupo de jovens, que agitavam bandeirinhas de ambos os países. Trump viaja acompanhado de muitos empresários. O magnata Elon Musk, dono da Tesla, está no grupo e foi visto descendo do Air Force One.
Por já ser noite em Pequim, a comitiva americana foi para um hotel, onde passa a noite. O encontro com Xi Jinping acontece na manhã de quinta-feira (14), no horário local, ainda noite de quarta-feira (13) em Brasília.
TEMAS DA REUNIÃO
A reunião será a primeira após o início da guerra no Oriente Médio, que tem a participação dos americanos. Já a China, é parceira comercial do Irã. Mas o tema não deve ser destaque entre os presidente, segundo Trump.
O americano foca em uma agenda econômica, em um momento de cobrança interna com o aumento da inflação nos Estados Unidos e a redução de vagas de empregos em plantas industriais. A elevação dos preços tem preocupado o republicano, que enfrenta em novembro a eleição de meio de mandato, quando toda a Câmara de Representantes será renovada e parte das cadeiras do Senado esão em disputa. Caso perca o controle do Congresso, os democratas podem atrapalhar a metade derradeira do mandato de Trump.
Junto dele, empresários do setor de tecnologia e o CEO da Boeing esperam poder anunciar grandes acordos comerciais. Na industria da aviação, os americanos esperam a venda recorde de aeronaves da fabricante americana para as companhias chinesas.
CHINA ESPERA CONTRAPARTIDAS
Do lado chinês, Xi Jinping espera uma redução do apoio americano ao território de Taiwan. A ilha tem um governo autônomo, mas é reivincada pela China há anos. Os Estados Unidos vendem armas para Taipé.
Pequim também tem interesse nas fábricas de chips de Inteligência Artificial que estão em Taiwan. De lá, saem parcela importante dos processadores utilizados por empresas americanas para o desenvolvimento da IA. Desde o governo Biden, os americanos restringem a venda de chips de última tecnologia para os chineses.
A China também espera uma sinalização da redução da guerra comercial entre as potências e quer discutir a redução de tarifas comerciais elevadas por Trump desde que voltou à Casa Branca.
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