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Estado do Rio demoraria cerca de 30 anos para apreender todos os fuzis de criminosos

O número de fuzis controlados pelas organizações criminosas giraria em torno de 24 mil

João Boueri
JOÃO BOUERI

22/05/2025 • 14:26 • Atualizado em 22/05/2025 • 14:26

Fuzil apreendido

Fuzil apreendido

Tomaz Silva/Agência Brasil

O Estado do Rio demoraria cerca de 30 anos para apreender todos os fuzis que estão nas mãos de criminosos. A estimativa foi feita por especialistas na área da segurança pública a partir dos recentes estudos produzidos pelas polícias Civil e Militar. O número de fuzis controlados pelas organizações criminosas giraria em torno de 24 mil.No ano passado, seiscentos e trinta e oito fuzis foram apreendidos pela Polícia Militar. O número é o maior da série histórica da Corporação.O novo levantamento divulgado pela PM sobre as características dos armamentos apreendidos reforça a utilização cada vez menor do fuzil AK-47 nas mãos de criminosos. O armamento russo já foi um dos principais nas ruas do Rio de Janeiro no passado.O antropólogo e ex-instrutor de tiros do BOPE, Paulo Storani explica a queda desse armamento entre os criminosos.94% dos fuzis encontrados foram produzidos no exterior, a maioria nos Estados Unidos (60%). Duzentas e noventa e cinco armas são da plataforma Colt, que tem licença para ser comercializada em outros países e entra de forma clandestina no Brasil pelas fronteiras do Paraguai, Bolívia e ColômbiaAlém dos Estados Unidos, os fuzis apreendidos no Rio foram fabricados também em Israel, Alemanha, Áustria e República Tcheca.A fiscalização também é um dos problemas apontados para a entrada dos armamentos em território fluminense.Segundo o antropólogo Paulo Storani, atualmente cerca de 24 mil unidades de fuzis estão sob controle das organizações criminosas que dominam territórios do Estado do Rio.O estudo da Polícia Militar destacou também que parte dos fuzis chegam ao Rio de Janeiro em peças avulsas, que também são compradas nos Estados Unidos com valores aproximados de R$ 6 mil. Em seguida, as peças são montadas por armeiros e vendidas às facções criminosas por cerca de R$ 50 mil.Dos 634 fuzis apreendidos no ano passado, 365 foram encontrados em áreas dominadas pelo Comando Vermelho. Os outros armamentos estavam sob domínio do Terceiro Comando Puro, de milícias e da facção Amigos dos Amigos.

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