
O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto de Castro, pode convocar eleições indiretas ao cargo já nesta terça-feira
Agência Brasil
O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto de Castro, pode convocar eleições indiretas ao cargo já nesta terça-feira (24). A informação foi confirmada por fontes da BandNews FM.
A medida acontece após a renúncia do agora ex-governador Cláudio Castro na segunda-feira (23). O político disse que vai concorrer ao Senado Federal no final do ano.
Na mesma noite, a Assembleia Legislativa do Rio comunicou a vacância do cargo ao desembargador.
Como o vice-governador Thiago Pampolha foi nomeado para o Tribunal de Contas do Estado e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, foi afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal, o próximo na linha sucessória era o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto de Castro.
O desembargador se reúne na tarde de hoje com o secretário de Estado de Casa Civil, Nicola Miccione, ao chegar de Brasília. Segundo fontes, a convocação das eleições indiretas à Assembleia Legislativa do Rio pode acontecer durante a tarde.
Em seguida, Miccione vai sair do cargo de secretário. Quem assume é o chefe de gabinete dele, Marcos Simões. A mudança vai ser publicada em uma edição extra do Diário Oficial.
Outra agenda que o agora governador pode ter nos próximos dias é com o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere. Na manhã desta terça-feira (24), o político enviou um ofício pedindo uma reunião para tratar de temas comuns entre o município e o Estado.
A partir de hoje, o desembargador Ricardo Couto tem até dois dias para convocar as eleições na Alerj.
A votação vai acontecer no trigésimo dia, após a publicação do edital de chamamento para o pleito.
Os deputados estaduais vão definir o governador e o vice-governador que ficarão em um 'mandato-tampão' até o final do ano. A escolha será para ambos os cargos de forma única e há possibilidade de segundo turno.
Por decisão do Supremo Tribunal Federal na semana passada, as eleições serão com votação fechada e o prazo para desincompatibilização de cargos no Poder Executivo para concorrer deverá ser de seis meses, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.
Na sexta-feira (20), o Governo do Rio e a Assembleia Legislativa do Rio entraram com recurso no STF para cassar a liminar. O objetivo é de que a lei sancionada pelo então governador Cláudio Castro de votação aberta e prazo de saída de cargos no Poder Executivo de 24 horas seja cumprid
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