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Conheça a tempestade de Júpiter que poderia 'engolir' a Terra

Grande Mancha Vermelha é a maior tempestade conhecida no Sistema Solar e é observada há mais de 150 anos

Da redação
DA REDAÇÃO

22/10/2025 • 17:11 • Atualizado em 22/10/2025 • 17:11

Conheça a tempestade de Júpiter que poderia 'engolir' a Terra

Conheça a tempestade de Júpiter que poderia 'engolir' a Terra

Planet Volumes na Unsplash

Dados da Nasa, obtidos pela sonda Juno e pelo Telescópio Espacial Hubble, revelaram detalhes surpreendentes sobre a Grande Mancha Vermelha de Júpiter.

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A icônica tempestade é muito mais profunda do que se imaginava e, embora esteja encolhendo em área, seus ventos externos estão ficando mais rápidos.

A Grande Mancha Vermelha é a maior tempestade conhecida no Sistema Solar, um gigantesco anticiclone (que gira no sentido anti-horário na atmosfera de Júpiter) observado continuamente há mais de 150 anos.

Seu tamanho já foi suficiente para engolir três planetas Terra, embora hoje comporte pouco mais de um.

Grande Mancha Vermelha 'engoliria' a Terra?

A expressão "engolir a Terra", frequentemente usada por cientistas e pela própria Nasa, é uma metáfora de escala para ilustrar o vasto tamanho da tempestade. Ela indica que o diâmetro da Grande Mancha Vermelha é maior que o diâmetro de todo o nosso planeta.

Contudo, a tempestade não pode, literalmente, engolir a Terra. Trata-se de um fenômeno meteorológico confinado à atmosfera de Júpiter, incapaz de viajar pelo espaço.

Observações de longo prazo confirmam que, embora ainda seja maior que a Terra, a mancha está encolhendo. No século XIX, ela era grande o suficiente para conter até três Terras.

Mais profunda e mais rápida

Utilizando o Radiômetro de Micro-ondas (MWR) da sonda Juno, cientistas da Nasa conseguiram "enxergar" abaixo do topo das nuvens da tempestade. As medições, divulgadas em 2021, indicam que as "raízes" da Grande Mancha Vermelha se estendem por mais de 350 quilômetros (podendo chegar a 500 km) de profundidade na atmosfera de Júpiter, muito mais do que os modelos anteriores previam.

Paralelamente, análises de longo prazo com dados do Telescópio Espacial Hubble, cobrindo o período de 2009 a 2020, revelaram uma aceleração nos ventos na borda externa da mancha. A velocidade média nesse "anel" de alta velocidade aumentou cerca de 8% no período.

Embora o aumento seja sutil (menos de 2,5 km/h por ano terrestre), ele indica uma mudança na dinâmica interna da tempestade, ocorrendo ao mesmo tempo em que a mancha continua sua tendência de encolhimento e se torna mais circular.

As razões exatas para essa aparente contradição – encolhimento da área total com aceleração dos ventos externos – ainda são objeto de estudo. Da mesma forma, os cientistas ainda buscam entender qual o "motor" que alimenta a tempestade em tamanha profundidade e não há uma previsão exata de quando (ou se) ela eventualmente desaparecerá, embora o encolhimento sugira que isso possa ocorrer nas próximas décadas.

E se fosse na Terra?

Apesar do fascínio que a Grande Mancha Vermelha exerce, não existem pesquisas ou simulações da Nasa que descrevam como essa tempestade se comportaria na Terra. A agência espacial usa a Terra principalmente como escala de comparação de tamanho.

As condições físicas dos dois planetas são fundamentalmente distintas: Júpiter, um dos planetas com anéis, é um gigante gasoso (hidrogênio e hélio) sem superfície sólida e com pressões atmosféricas extremas, enquanto a Terra é um planeta rochoso com atmosfera de nitrogênio-oxigênio e oceanos.

Essas diferenças tornam uma simulação direta da Grande Mancha Vermelha em nosso planeta cientificamente complexa ou puramente especulativa.

Entenda a Grande Mancha Vermelha

A Grande Mancha Vermelha é a maior e mais duradoura tempestade conhecida no Sistema Solar. Trata-se de um gigantesco vórtice anticiclônico, que gira no sentido anti-horário no hemisfério sul de Júpiter, observado continuamente por astrônomos há mais de 150 anos. Sua coloração avermelhada característica ainda intriga os cientistas.

Dados recentes da sonda Juno revelaram que a tempestade não é um fenômeno superficial. Suas "raízes" se estendem profundamente na atmosfera do gigante gasoso, alcançando entre 350 km e 500 km abaixo do topo visível das nuvens. Essa profundidade superou as expectativas anteriores dos cientistas.

Embora observações de longo prazo confirmem que a área total da mancha está diminuindo, tornando-a mais circular, a velocidade dos ventos em sua borda externa está, paradoxalmente, aumentando. Análises de dados do Telescópio Espacial Hubble mostraram que, entre 2009 e 2020, a velocidade média dos ventos no "anel" externo de alta velocidade da mancha aumentou cerca de 8%.

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