Ciência e Tecnologia

Pesquisa: 92% dos brasileiros exigem alertas imediatos sobre vazamentos

Levantamento da NordVPN mostra que, apesar de adotarem medidas de segurança, quatro em cada dez usuários não sentem controle sobre as próprias informações

Da redação
DA REDAÇÃO

02/06/2026 • 12:18 • Atualizado em 02/06/2026 • 12:53

Pesquisa mostra medo de brasileiros com vazamento de dados

Pesquisa mostra medo de brasileiros com vazamento de dados

Reprodução/Band

A preocupação com a segurança digital avança no país, mas a sensação de vulnerabilidade entre os usuários de internet continua elevada. Uma pesquisa inédita realizada pela empresa de cibersegurança NordVPN revela que 92% dos brasileiros exigem ser informados de maneira imediata pelas empresas caso seus dados pessoais sejam comprometidos em algum incidente de vazamento. O índice registrado no mercado nacional se destaca e opera acima da média global estipulada pelo levantamento, que é de 87% entre os países analisados.

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Os dados expõem um descompasso entre o nível de conscientização dos internautas e a percepção de controle efetivo sobre o fluxo de suas informações na rede.

Embora a maioria da população adote práticas recorrentes de proteção e verificação de contas, o sentimento de desamparo após o compartilhamento de registros pessoais com plataformas digitais atinge uma parcela significativa dos entrevistados.

Configurações de privacidade e desconfiança em transações financeiras

O comportamento do usuário brasileiro reflete uma busca ativa por mecanismos de defesa no ambiente virtual. De acordo com o relatório estatístico, 79% dos cidadãos revisam ou ajustam regularmente as configurações de privacidade nos sites e aplicativos de celular que utilizam no cotidiano. Apesar desse engajamento técnico, 38% dos participantes afirmam de forma categórica que não sentem controle real sobre a forma como seus dados pessoais são tratados, armazenados e monetizados pelas corporações online.

O ponto crítico mapeado pela amostragem reside na falta de compreensão sobre as regras de coleta. Um em cada cinco brasileiros admite não entender o processo de captura e utilização de seus registros por parte de serviços conectados e redes sociais.

A ausência de segurança jurídica e técnica se intensifica quando há o envolvimento de transações financeiras: 36% dos consumidores manifestam desconfiança e relatam não se sentir seguros ao inserir informações de cartões e métodos de pagamento em portais de comércio eletrônico. No balanço geral, apenas 60% sentem que controlam seus dados, deixando quatro em cada dez usuários sem a percepção de empoderamento digital.

Comparações internacionais e recomendações de segurança

A análise dos mercados globais posiciona o Brasil em um bloco de comportamento específico ao lado de economias como México, Taiwan e Hong Kong. Nessas localidades, o alto grau de preocupação com incidentes de segurança cibernética caminha em paralelo com uma percepção mais forte de monitoramento e controle pessoal por parte dos usuários.

O cenário diverge de nações como Suécia, Noruega, Japão, Dinamarca e Polônia, onde o distanciamento entre a exigência por notificações de vazamentos e o sentimento de controle sobre os próprios dados é consideravelmente maior.

A desconfiança de 36% dos consumidores ao inserir dados de pagamento trava o potencial de crescimento do comércio eletrônico e afeta o planejamento macroeconômico do setor de serviços. A exigência de 92% dos brasileiros por transparência imediata pressiona o mercado a investir em infraestrutura de segurança e governança de dados, uma vez que vazamentos em massa geram severos prejuízos à reputação das marcas e reduzem o ritmo de transações digitais no país.

Para conter a exposição desnecessária, especialistas recomendam medidas cotidianas como a revisão rigorosa de permissões de aplicativos para localização e microfone, a exclusão de campos opcionais em cadastros e a ativação sistemática da autenticação multifator em contas bancárias e redes sociais.