
Reuters
Resumo
Protocolo confidencial de documentos para oferta pública inicial de ações (IPO) da SpaceX foi realizado junto à SEC, sob o codinome “Projeto Apex”, com potencial para se tornar uma das maiores aberturas de capital da história recente.
Avaliação estimada em US$ 1,75 trilhão e lançamento previsto para junho de 2026 colocam a empresa ao lado de gigantes como Apple e Microsoft, com operação estruturada por consórcio de 21 bancos globais, incluindo Morgan Stanley, Goldman Sachs, JPMorgan Chase e BTG Pactual.
Incorporação da startup xAI, avanços tecnológicos como o foguete Starship e autorização para 44 lançamentos anuais, além de incertezas sobre o futuro do Starlink, sustentam expectativas de crescimento e indicam possível redefinição do setor espacial privado no mercado financeiro global.
A SpaceX deu um passo decisivo rumo ao mercado financeiro ao protocolar, de forma confidencial, documentos para sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). A operação, tratada internamente pelo codinome “Projeto Apex”, pode se tornar uma das maiores aberturas de capital da história recente.
De acordo com informações publicadas por veículos internacionais como Reuters e The Guardian, a expectativa é que o IPO seja lançado em junho de 2026, com uma avaliação estimada em cerca de US$ 1,75 trilhão. Caso confirmada, a cifra colocaria a empresa no mesmo patamar de gigantes globais como Apple e Microsoft.
A operação é estruturada por um consórcio de 21 bancos globais, liderado por instituições como Morgan Stanley, Goldman Sachs e JPMorgan Chase. O grupo inclui ainda nomes como Bank of America, Citigroup e o brasileiro BTG Pactual, indicando o alcance internacional da oferta e a expectativa de forte demanda por parte de investidores institucionais e de varejo.
Um dos fatores que sustentam a avaliação bilionária é a incorporação da startup de inteligência artificial xAI à estrutura da SpaceX, concluída em fevereiro de 2026. A estratégia prevê a criação de centros de processamento de dados em órbita, alimentados por energia solar, voltados ao treinamento e operação de modelos avançados de IA — uma aposta que une as frentes aeroespacial e tecnológica em um único ecossistema.
Além disso, o avanço tecnológico da empresa também contribui para a confiança do mercado. O desenvolvimento do foguete Starship em sua versão mais recente e a autorização da Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos para até 44 lançamentos anuais a partir do Centro Espacial Kennedy reforçam a capacidade operacional da companhia e suas projeções de receita.
Apesar do volume de informações já reveladas, ainda há incertezas importantes. Uma delas envolve o futuro do serviço de internet via satélite Starlink. Não está claro se a divisão será incluída integralmente no IPO da SpaceX ou se poderá abrir capital separadamente, hipótese já mencionada anteriormente pelo fundador da empresa, Elon Musk.
Analistas avaliam que o “Projeto Apex” representa não apenas uma abertura de capital, mas um marco na transformação da indústria espacial em um setor cada vez mais integrado ao mercado financeiro global — com potencial de redefinir o papel das empresas privadas na economia orbital nas próximas décadas.
*Com informações de agências internacionais.

