Macroeconomia

Durigan diz que 'não há fórmula mágica' para situação fiscal do Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que "não existe fórmula mágica" para a situação fiscal do país. A declaração aconteceu

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06/11/2026 07:30 • Atualizado há 2 horas

Durigan diz que 'não há fórmula mágica' para situação fiscal do Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, conversa com a imprensa

Ascom/Divulgação

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que "não existe fórmula mágica" para a situação fiscal do país. A declaração aconteceu após reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar da atual situação econômica.

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"Não nos parece haver fórmula mágica, e sim manutenção dos compromissos fiscais. Então, o compromisso é de seguir melhorando as contas públicas com a manutenção e reforço do que precisa ser reforçado nas regras fiscais atuais, de modo que a gente siga melhorando tanto indicadores sociais, políticas públicas, quanto o resultado das contas públicas do governo", disse Durigan.

O ministro mencionou que "caminhos para o futuro" também foram tratados no encontro, mas sem nenhuma medida específica anunciada.

A gente teve bastante convergência, tanto nos diagnósticos quanto nos caminhos para o futuro

Ele também mencionou quais caminhos foram discutidos: "qualidade no gasto público, de a reforçar e privilegiar o que foi compromisso de campanha para que as pessoas sintam na sua vida a presença do governo e o impacto das políticas públicas na vida das pessoas."

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Ministro garante que haverá previsibilidade para quem investe e produz no país

Segundo o titular da pasta, medidas econômicas específicas não foram tratadas no encontro e devem ser discutidas no retorno da viagem do presidente. Lula embarca nos próximos dias para a Turquia, onde participará da COP31.

Apesar de não anunciar as aguardadas propostas, Durigan garantiu que "quem investe e produz no país não terá problema com previsibilidade". Ele afirmou ainda que os juros representam um desafio para o país.

"A gente vai discutir isso na volta do presidente, de modo que a gente faça tudo com bastante método, previsibilidade. Acho que a mensagem mais importante é que quem investe e quem produz no país não vai ter nesse governo nenhum problema, nenhuma dificuldade com relação à previsibilidade, regras claras", disse.

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Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 13,75%, interrompendo uma sequência de cinco cortes.

O comportamento volátil do mercado teve início logo após a reeleição de Lula e diante de fatores como o aumento da dívida pública e incertezas com o novo nome para o Ministério da Fazenda. Se deteriorou ao longo da semana com a bolsa de valores acionando o circuit breaker e o economista Lara Resende, um dos criadores do Plano Real, apresentando um plano para limitar juros, que segundo Durigan, apresenta "deficiências".