Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
00horas
:
00min
:
00seg
Economia

Copom repete que pretende cortar Selic em março, mas não crava magnitude

Comitê mantém cautela, reforça compromisso com a meta de inflação e condiciona início do ciclo de cortes da Selic à evolução do cenário econômico

3 min

03/02/2026 09:06 • Atualizado há 264 dias

Copom repete que pretende cortar Selic em março, mas não crava magnitude

O Comitê de Política Monetária (Copom) voltou a sinalizar, nesta terça-feira (3), que poderá iniciar o processo de flexibilização da política monetária já na próxima reunião, marcada para os dias 17 e 18 de março, caso o cenário esperado se confirme. Assim como no comunicado divulgado após o encontro, o colegiado não detalhou a magnitude inicial do eventual corte da taxa Selic, reforçando que o ritmo das reduções seguirá condicionado à evolução do cenário econômico.

Continua depois da publicidade

Na ata da reunião de janeiro, publicada pela manhã, o Copom reiterou que seguirá mantendo “a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”. Segundo o comitê, o compromisso com o cumprimento da meta exige cautela tanto em relação ao ritmo quanto à intensidade do ciclo de flexibilização, que dependerão do avanço de fatores que ampliem a confiança no atingimento do objetivo inflacionário no horizonte relevante da política monetária.

Na última quarta-feira, 28 de janeiro, o colegiado decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros em 15% ao ano. De acordo com o Copom, a decisão é compatível com a estratégia de condução da política monetária voltada à convergência da inflação para o entorno da meta ao longo do horizonte considerado. O comitê destacou ainda que, sem prejuízo do objetivo central de garantir a estabilidade de preços, a manutenção dos juros também contribui para a suavização das flutuações da atividade econômica e para o estímulo ao pleno emprego.

O Copom reforçou que o ambiente econômico segue marcado por elevado grau de incerteza, o que demanda cautela adicional na tomada de decisões. Na avaliação do colegiado, a estratégia atualmente adotada tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. Em um contexto de inflação mais baixa e com efeitos da política monetária se tornando mais evidentes, a condução passa a envolver a calibração do nível da taxa de juros.

Continua depois da publicidade

O comitê manteve as projeções para a inflação acumulada em 12 meses já divulgadas no comunicado. A estimativa é de alta de 3,4% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 e de 3,2% no terceiro trimestre de 2027, considerado o horizonte relevante — números ligeiramente acima do centro da meta de 3,0%.

Para os preços livres, as projeções apontam altas de 3,5% em 2026 e de 3,1% em 2027. Já os preços administrados devem avançar 3,0% e 3,3%, respectivamente, nos mesmos períodos.

Todas as estimativas consideram o cenário de referência, que utiliza a trajetória de juros indicada no Relatório Focus divulgado em 26 de janeiro, além da adoção da bandeira tarifária amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027. A taxa de câmbio parte de R$ 5,35 e evolui conforme a paridade do poder de compra (PPC), enquanto os preços do petróleo seguem a curva futura por seis meses e, posteriormente, avançam cerca de 2% ao ano.

Continua depois da publicidade

*Com informações do Estadão Conteúdo.

Tópicos relacionados

Copom repete que pretende cortar Selic em março, mas não crava magnitude