
Dinheiro
Marcello Casal JrAgência Brasil
O Banco Central iniciou a reunião de dois dias para decidir a taxa de juros do país. O anúncio deve ocorrer após as 18h desta quarta-feira (10).
A expectativa majoritária do mercado é que os juros sejam mantidos no atual patamar, o maior em quase 20 anos. Atualmente, a taxa Selic está em 15% e é a referência para todas as outras taxas do sistema financeiro.
O Remédio amargo da selic alta
A manutenção da Selic neste patamar elevado tem consequências diretas na economia:
Encarece o crédito, fazendo com que os empréstimos se tornem mais caros.
Reduz o consumo e os investimentos das empresas, o que desacelera a economia.
O uso dos juros altos é o principal remédio para reduzir a inflação, mas é um "remédio amargo e em dose excessiva". A prova do impacto negativo é a estagnação da economia no terceiro trimestre.
Apesar de a inflação vir recuando — auxiliada pelo dólar mais baixo e pela boa safra agrícola — o Banco Central não deve anunciar um corte de juros de imediato, pois "normalmente sinaliza o movimento antes".
Luz no Fim do Túnel
A "luz no fim do túnel" para um futuro corte pode vir no comunicado final do Comitê de Política Monetária (Copom). O Banco Central pode optar por retirar algumas mensagens como a de manter juros altos por "período bastante prolongado" ou em nível "significativamente contracionista".
A grande preocupação é o risco de exagerar na dose e manter a economia estagnada por muito tempo.
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