Economia

BC deve manter Selic a 15%, o maior patamar em quase 20 anos

Reunião de dois dias do Banco Central começou ontem e deve manter a taxa Selic em 15%, mas comunicado final pode sinalizar um futuro corte, retirando termos que indicam juros altos por "período bastante prolongado".

Da redação
DA REDAÇÃO

09/12/2025 • 20:27 • Atualizado em 09/12/2025 • 20:27

Dinheiro

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Marcello Casal JrAgência Brasil

O Banco Central iniciou a reunião de dois dias para decidir a taxa de juros do país. O anúncio deve ocorrer após as 18h desta quarta-feira (10).

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A expectativa majoritária do mercado é que os juros sejam mantidos no atual patamar, o maior em quase 20 anos. Atualmente, a taxa Selic está em 15% e é a referência para todas as outras taxas do sistema financeiro.

O Remédio amargo da selic alta

A manutenção da Selic neste patamar elevado tem consequências diretas na economia:

Encarece o crédito, fazendo com que os empréstimos se tornem mais caros.

Reduz o consumo e os investimentos das empresas, o que desacelera a economia.

O uso dos juros altos é o principal remédio para reduzir a inflação, mas é um "remédio amargo e em dose excessiva". A prova do impacto negativo é a estagnação da economia no terceiro trimestre.

Apesar de a inflação vir recuando — auxiliada pelo dólar mais baixo e pela boa safra agrícola — o Banco Central não deve anunciar um corte de juros de imediato, pois "normalmente sinaliza o movimento antes".

Luz no Fim do Túnel

A "luz no fim do túnel" para um futuro corte pode vir no comunicado final do Comitê de Política Monetária (Copom). O Banco Central pode optar por retirar algumas mensagens como a de manter juros altos por "período bastante prolongado" ou em nível "significativamente contracionista".

A grande preocupação é o risco de exagerar na dose e manter a economia estagnada por muito tempo.

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