Economia

Bolsas da Europa viram para baixo após China retaliar EUA com tarifa de 125%

Nesta sexta-feira (11), a China anunciou a elevação de sua tarifa retaliatória sobre importações dos EUA, de 84% para 125%

ESTADÃO CONTEÚDO

11/04/2025 • 06:53 • Atualizado em 11/04/2025 • 07:00

Índice de ações alemão DAX é retratado na bolsa de valores em Frankfurt, Alemanha, nesta segunda-feira (7)

Índice de ações alemão DAX é retratado na bolsa de valores em Frankfurt, Alemanha, nesta segunda-feira (7)

Joachim Herrmann/Reuters

As bolsas europeias viraram para baixo, revertendo ganhos da abertura do pregão desta sexta-feira (11), após nova retaliação da China às tarifas dos EUA.

Compartilhar

Por volta das 6h35 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 1,15%, a 481,68 pontos.

Mais cedo, a China anunciou a elevação de sua tarifa retaliatória sobre importações dos EUA, de 84% para 125%, mas também sinalizou que pretende ignorar eventuais novos aumentos de tarifas pelos EUA, com o argumento de que não faria sentido econômico.

Nesta quinta, a Casa Branca esclareceu que a tarifa cumulativa dos EUA a produtos chineses é de 145%, e não de 125%, como o presidente Donald Trump havia postado na quarta-feira (9), ao anunciar uma pausa de 90 dias nas tarifas recíprocas da maioria dos países, exceto China.

Antes da último lance da guerra comercial entre EUA e China, os mercados europeus vinham subindo, ainda favorecidos pela decisão dos EUA e da União Europeia de suspender tarifas para buscar um acordo comercial.

Do noticiário macroeconômico, destaque para a produção industrial do Reino Unido, que aumentou bem mais do que o esperado em fevereiro. Já na Alemanha, foi confirmado que a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) desacelerou levemente em março, para 2,2%.

Às 6h50 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,09%, a de Paris recuava 0,86% e a de Frankfurt cedia 1,43%. Já as de Milão e Madri tinham perdas de 1,46% e 0,70%, respectivamente. Na contramão, a de Lisboa avançava 1,41%.