Economia

PIB: Brasil deve voltar ao top 10 das maiores economias do mundo em 2026

Alta de 1,1% do PIB no primeiro trimestre reforça projeção de que país ultrapasse o Canadá e retome a 10ª posição no ranking global da economia

Da redação
DA REDAÇÃO

29/05/2026 • 11:43 • Atualizado em 29/05/2026 • 11:43

Reprodução/ Agro+

Resumo

O crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro trimestre de 2026 reforça a expectativa de retorno do Brasil ao grupo das dez maiores economias do mundo, com a economia alcançando R$ 3,3 trilhões impulsionada principalmente pela agropecuária, indústria extrativa mineral e consumo das famílias.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam que todos os grandes setores apresentaram desempenho positivo, com destaque para agropecuária (2,0%), indústria (1,0%), serviços (0,5%), além do crescimento das indústrias extrativas (3,6%) e safra recorde de soja.

O consumo das famílias cresceu 1,0% e os investimentos subiram 3,5%, fatores que, junto à recuperação de setores estratégicos, devem levar o Brasil a reassumir a 10ª posição no ranking global das maiores economias, ultrapassando o Canadá e consolidando projeção de PIB em US$ 2,6 trilhões para 2026.

O crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro trimestre de 2026 reforça a expectativa de que o Brasil retorne ao grupo das dez maiores economias do mundo neste ano.

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Dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a economia nacional alcançou R$ 3,3 trilhões entre janeiro e março, impulsionada principalmente pela agropecuária, pela indústria extrativa mineral e pelo consumo das famílias.

Com o resultado e as projeções recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil deve reassumir a 10ª posição no ranking global das maiores economias, ultrapassando o Canadá após ter encerrado 2025 em 11º lugar.

Segundo o IBGE, todos os grandes setores da economia tiveram desempenho positivo no trimestre: Agropecuária (2,0%), Indústria (1,0%) e Serviços (0,5%).

“O crescimento do PIB ficou próximo ao da Indústria, com os Serviços puxando o crescimento médio para baixo e a Agropecuária para cima”, afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.

Agropecuária e petróleo puxam crescimento

Entre os destaques da indústria no primeiro trimestre estão as Indústrias Extrativas, que cresceram 3,6%, impulsionadas principalmente pela extração de petróleo e gás natural. A Construção também avançou 2,9%.

No setor de serviços, que representa cerca de 70% da economia brasileira, tiveram alta atividades como Informação e comunicação (2,4%), Comércio (0,6%) e Atividades imobiliárias (1,2%).

Já a agropecuária foi beneficiada pela safra recorde de soja, favorecida por condições climáticas positivas e expansão da área plantada. Segundo o IBGE, a estimativa anual da produção do grão avançou 4,8%.

Consumo das famílias impulsiona economia

O consumo das famílias, principal motor da atividade econômica brasileira, cresceu 1,0% no trimestre. Os investimentos também avançaram, com alta de 3,5% na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF).

“O consumo das famílias contribuiu para o maior crescimento da economia neste trimestre”, destacou Ricardo Montes de Moraes.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB brasileiro cresceu 1,8%, enquanto o acumulado dos últimos quatro trimestres aponta expansão de 2,0%.

Brasil volta ao grupo das maiores economias

A combinação entre crescimento econômico, avanço da produção agrícola e recuperação de setores estratégicos fortalece a perspectiva de retorno do Brasil ao grupo das dez maiores economias globais.

Projeções do FMI indicam que o PIB brasileiro deve alcançar cerca de US$ 2,6 trilhões em 2026, colocando o país novamente na 10ª colocação mundial.

O ranking segue liderado por Estados Unidos e China, com Alemanha, Japão, Reino Unido e Índia entre as principais economias do planeta.