Economia

PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026 e chega a R$ 3,3 trilhões

Resultado foi impulsionado pela agropecuária, indústria extrativa e consumo das famílias; economia brasileira somou R$ 3,3 trilhões no início de 2026

Da redação
DA REDAÇÃO

29/05/2026 • 09:20 • Atualizado em 29/05/2026 • 11:01

PIB

PIB

Divulgação/IGBE

Resumo

O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior, totalizando R$ 3,3 trilhões, com todos os grandes setores econômicos registrando expansão e destaque para agropecuária, indústria extrativa mineral e serviços, segundo o IBGE.

A agropecuária, impulsionada pela safra recorde de soja, e a indústria extrativa mineral, especialmente petróleo e gás, lideraram o crescimento, enquanto serviços como informação e comunicação também avançaram, mas segmentos como transporte e atividades financeiras tiveram queda.

O consumo das famílias e os investimentos aumentaram no trimestre, exportações de bens e serviços caíram 1,7%, importações subiram 4,4%, e na comparação anual o PIB avançou 1,8%, com destaque para a produção agrícola, exportações de petróleo e alimentos, e queda na produção de milho e arroz.

A economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com os últimos três meses de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o Produto Interno Bruto (PIB) do país totalizou R$ 3,3 trilhões no período.

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O avanço foi impulsionado principalmente pela agropecuária, pela indústria extrativa mineral e pelo setor de serviços. Todos os grandes setores da economia registraram crescimento no trimestre: Agropecuária (2,0%), Indústria (1,0%) e Serviços (0,5%).

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB brasileiro avançou 1,8%. Já no acumulado dos últimos quatro trimestres, a economia registrou crescimento de 2,0%.

Segundo o IBGE, o Valor Adicionado a preços básicos somou R$ 2,8 trilhões, enquanto os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios alcançaram R$ 461,2 bilhões.

“O crescimento do PIB ficou próximo ao da Indústria, com os Serviços puxando o crescimento médio para baixo e a Agropecuária para cima”, explicou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.

Agropecuária e extrativa mineral lideram crescimento

Entre os destaques positivos da indústria no trimestre estão a Extrativa Mineral, com alta de 3,6%, e a Construção, que avançou 2,9%. A Indústria de Transformação ficou praticamente estável, com leve alta de 0,1%.

Já o segmento de Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos apresentou retração de 0,3%.

No setor de serviços, que representa cerca de 70% da economia brasileira, houve crescimento em Informação e comunicação (2,4%), Atividades imobiliárias (1,2%), Outras atividades de serviços (0,8%) e Comércio (0,6%).

Por outro lado, Transporte, armazenagem e correio (-0,7%) e Atividades financeiras e de seguros (-0,6%) registraram queda.

De acordo com o IBGE, as atividades que mais contribuíram para o avanço do PIB foram Agropecuária, Extrativa mineral e Outras atividades de serviços.

Consumo das famílias e investimentos avançam

Pelo lado da demanda, a Despesa de Consumo das Famílias cresceu 1,0% no trimestre, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede os investimentos, avançou 3,5%.

O consumo do governo também teve alta de 0,4%.

No setor externo, as exportações de bens e serviços caíram 1,7% em relação ao trimestre anterior, enquanto as importações avançaram 4,4%.

Segundo Ricardo Montes de Moraes, o consumo das famílias teve papel importante no desempenho da economia no início de 2026.

“Ele é o agregado com mais peso entre os usos e contribuiu para o maior crescimento da economia neste trimestre”, afirmou.

PIB sobe 1,8% na comparação anual

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, todas as atividades de serviços tiveram crescimento, com destaque para Informação e comunicação, que avançou 7,6%.

As Indústrias Extrativas também se destacaram, com crescimento de 13,1%, impulsionadas pela extração de petróleo e gás natural.

Na agropecuária, o desempenho positivo foi puxado pela safra recorde de soja, favorecida pelas condições climáticas e pela expansão da área plantada. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), a estimativa anual da produção de soja cresceu 4,8%.

Em contrapartida, culturas como milho (-2,5%) e arroz (-10,6%) tiveram queda na produção e na produtividade.

Apesar do crescimento trimestral dos investimentos, a Formação Bruta de Capital Fixo caiu 1,4% na comparação anual, influenciada pela redução de 6,3% na produção de bens de capital.

As exportações de bens e serviços cresceram 7,4% frente ao primeiro trimestre de 2025, enquanto as importações avançaram 1,2%.

Entre os produtos que mais contribuíram para as exportações estão petróleo e gás natural, produtos alimentícios e outros equipamentos de transporte. Já nas importações, os destaques foram veículos automotores, derivados de petróleo e produtos farmacêuticos.

A próxima divulgação do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, referente ao segundo trimestre de 2026, está prevista para 1º de setembro.