Economia

Toffoli recua e autoriza PF a periciar material da Operação Compliance Zero

Ministro do STF havia barrado acesso de policiais aos itens apreendidos, mas voltou atrás pela segunda vez em decisão assinada nesta quinta

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

15/01/2026 • 17:25 • Atualizado em 15/01/2026 • 17:33

Dias Toffoli

Dias Toffoli

ASCOM/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (15) que a Polícia Federal realize a perícia do material apreendido na Operação Compliance Zero. A medida representa o segundo recuo do magistrado em relação aos desdobramentos da investigação realizada nesta semana.

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Inicialmente, Toffoli havia bloqueado o acesso dos policiais ao conteúdo recolhido, determinando que todos os itens fossem enviados diretamente ao STF. Posteriormente, ele permitiu que o Ministério Público Federal (MPF) acessasse celulares e outros objetos. Com o novo despacho, a PF retoma a função técnica de análise.

Peritos terão livre acesso aos dados

Em sua nova decisão, o ministro oficializou a nomeação de quatro peritos da Polícia Federal para atuar no caso. São eles: Luis Filipe da Cruz Nassif, Tiago Barroso de Melo, Enelson Candeia da Cruz Filho e Lorenzo Victor Schrepel Delmutti.

"Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais", registrou Toffoli no despacho. O ministro também ordenou que a secretaria do STF torne a decisão pública.

Histórico e alvos da investigação

A Operação Compliance Zero cumpriu 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos principais estão o empresário Daniel Vorcaro, dono de um banco, além de seus familiares e outros investigados. O grupo é suspeito de envolvimento em operações financeiras fraudulentas.

Antes da atual autorização para a perícia, Toffoli mantinha os itens lacrados sob custódia, aguardando uma definição sobre como o processo de análise seria conduzido. A decisão desta quinta-feira destrava o trabalho da Polícia Federal, que agora poderá extrair dados dos dispositivos sob acompanhamento da PGR.