
Dias Toffoli
ASCOM/STF
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (15) que a Polícia Federal realize a perícia do material apreendido na Operação Compliance Zero. A medida representa o segundo recuo do magistrado em relação aos desdobramentos da investigação realizada nesta semana.
Inicialmente, Toffoli havia bloqueado o acesso dos policiais ao conteúdo recolhido, determinando que todos os itens fossem enviados diretamente ao STF. Posteriormente, ele permitiu que o Ministério Público Federal (MPF) acessasse celulares e outros objetos. Com o novo despacho, a PF retoma a função técnica de análise.
Peritos terão livre acesso aos dados
Em sua nova decisão, o ministro oficializou a nomeação de quatro peritos da Polícia Federal para atuar no caso. São eles: Luis Filipe da Cruz Nassif, Tiago Barroso de Melo, Enelson Candeia da Cruz Filho e Lorenzo Victor Schrepel Delmutti.
"Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais", registrou Toffoli no despacho. O ministro também ordenou que a secretaria do STF torne a decisão pública.
Histórico e alvos da investigação
A Operação Compliance Zero cumpriu 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos principais estão o empresário Daniel Vorcaro, dono de um banco, além de seus familiares e outros investigados. O grupo é suspeito de envolvimento em operações financeiras fraudulentas.
Antes da atual autorização para a perícia, Toffoli mantinha os itens lacrados sob custódia, aguardando uma definição sobre como o processo de análise seria conduzido. A decisão desta quinta-feira destrava o trabalho da Polícia Federal, que agora poderá extrair dados dos dispositivos sob acompanhamento da PGR.
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