
Em 2026, ir comemorar o dia dos namorados em restaurantes, teatros e se arrumar no salão de beleza está mais caro
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Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) revelou que a cesta de presentes e serviços mais procurados para o Dia dos Namorados subiu, em média, 3,58% nos últimos 12 meses. O estudo tomou como base 25 itens do Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M).
O avanço médio ficou ligeiramente abaixo da inflação geral acumulada no mesmo período, que foi de 4,05%. No entanto, o bolso dos namorados vai sentir o peso dependendo da escolha da comemoração, já que o setor de serviços disparou.
A inflação dos serviços subiu 6,11% no período. O grande vilão do orçamento dos casais são os restaurantes, seguidos de perto pelos cuidados estéticos e opções de lazer cultural.

"O cenário de 2026 mostra uma aceleração clara da inflação de serviços, puxada sobretudo por restaurantes e salão de beleza, refletindo a persistência de pressões salariais e a robustez da demanda por lazer e cuidados pessoais", analisa Matheus Dias, economista do FGV IBRE. Mesmo com os juros elevados, ele destaca que o setor continua sendo o principal vetor inflacionário da data.
Para quem vai optar por bens materiais, a boa notícia é que a cesta de produtos físicos teve uma alta média bem mais modesta: 1,32%. Porém, os preços flutuaram de forma muito distinta entre as categorias. Os chocolates e os itens de higiene pessoal lideram os aumentos, enquanto eletrônicos e perfumaria registraram queda nos preços em relação ao ano anterior.
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