
Luz
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Resumo
A redução no preço da energia elétrica residencial foi o principal fator para conter a inflação oficial em janeiro, com queda de 2,73% no subitem energia e impacto negativo de -0,11 ponto percentual no IPCA, segundo dados do IBGE.
O IPCA registrou alta de 0,33% em janeiro, repetindo o índice de dezembro de 2025, devido à mudança da bandeira tarifária amarela para a verde, que eliminou cobranças extras na conta de luz e reduziu os custos para os consumidores.
O grupo Habitação, diretamente afetado pela redução da energia, recuou 0,11% e foi o maior responsável pelo alívio inflacionário, enquanto Vestuário também teve deflação (-0,25%), mas não compensou as altas em Transportes e Comunicação; no acumulado de 12 meses, o IPCA ficou em 4,44%, abaixo do teto da meta de inflação.
A redução no preço da energia elétrica residencial foi decisiva para conter a inflação oficial em janeiro. Segundo dados divulgados pelo IBGE, o subitem registrou queda de 2,73% no mês e exerceu o maior impacto negativo sobre o IPCA (-0,11 ponto percentual), ajudando a evitar um índice mais elevado.
Em janeiro, o IPCA ficou em 0,33%, repetindo o resultado de dezembro de 2025. A retração nos custos da eletricidade ocorreu após a mudança da bandeira tarifária amarela, vigente em dezembro, para a bandeira verde, que não prevê cobrança adicional na conta de luz. No mês anterior, os consumidores pagavam um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
O grupo Habitação, influenciado diretamente pela queda da energia elétrica, apresentou recuo de 0,11% em janeiro. Foi o principal grupo a contribuir para o alívio inflacionário no período, em contraste com as pressões vindas de Transportes e Comunicação.
De acordo com o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, a energia elétrica residencial tem peso relevante na composição do índice, respondendo por 4,16% das despesas das famílias. “Variações nesses componentes da cesta de consumo têm impacto direto no resultado final do IPCA. No caso da energia elétrica, a queda veio principalmente por conta da mudança na bandeira tarifária”, explicou.
Além de Habitação, o grupo Vestuário também registrou deflação no mês, com recuo de 0,25%. Ainda assim, a desaceleração nesses segmentos não foi suficiente para neutralizar completamente as altas observadas em combustíveis, tarifas de transporte urbano e serviços de comunicação.
No acumulado de 12 meses, o IPCA atingiu 4,44%, permanecendo abaixo do teto da meta de inflação. O próximo resultado, referente a fevereiro, será divulgado em 12 de março pelo IBGE.
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