
Inflação
Marcello Casal JrAgência Brasil
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,33% em janeiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com isso, o acumulado em 12 meses ficou em 4,44%. Em janeiro de 2025, o IPCA foi de 0,16%.
Em sentidos opostos, a gasolina, com alta de 2,06%, e a luz elétrica residencial, com queda de 2,73% nos preços, foram as principais influências para o índice em janeiro.
Entre os nove grupos, Transportes (0,60%) foi o responsável pelo maior impacto no índice de janeiro (0,12 p.p.), com a alta de 2,14% nos combustíveis, em especial na gasolina (2,06%), principal impacto individual no resultado do mês (0,10 p.p.). A variação dos demais combustíveis foi: etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).
Por outro lado, o grupo Habitação apresentou queda de 0,11% em janeiro, por conta da redução de 2,73% na energia elétrica residencial, maior impacto negativo no resultado do mês (-0,11 p.p.). Em dezembro, estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores.
Além de Habitação, o outro grupo que apresentou queda nos preços foi vestuário (-0,25%).
“Na estrutura do IPCA a gasolina apresenta peso de 5,07% e a energia elétrica residencial de 4,16%, ou seja, são os subitens com as maiores participações nas despesas das famílias, na ótica do indicador. Dessa forma, variações nesses dois componentes da cesta de produtos apresentam impacto no cálculo final do índice”, explicou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.
“Na energia elétrica a queda veio, principalmente, por conta da mudança na bandeira tarifária de amarela (em dezembro) para verde (em janeiro). Na gasolina houve reajuste no ICMS a partir de 1º de janeiro, impactando o preço final para o consumidor”, acrescentou.
Transporte, comunicação e saúde
O ônibus urbano variou 5,14% em janeiro, especialmente por conta de reajustes tarifários em seis capitais do país: Fortaleza (20,00%), São Paulo (6,00%), Rio de Janeiro (6,38%), Salvador (5,36%), Belo Horizonte (8,70%) e Vitória (4,16%).
O IPCA ressalta que os principais impactos negativos (-0,06 p.p e -0,07 p.p.) no grupo Transportes vieram dos subitens transporte por aplicativo (-17,23%) e passagem aérea (-8,90%), após altas de, respectivamente, 13,79% e 12,61% em dezembro.
Em janeiro, a maior variação entre os grupos do IPCA veio na Comunicação (0,82%), se destacando a alta nos aparelhos telefônicos (2,61%) e reajuste em planos com influência nos subitens tv por assinatura (1,34%) e combo de telefonia, internet e tv por assinatura (0,76%).
Em Saúde e cuidados pessoais (0,70%), grupo com a segunda maior variação, sobressaíram os artigos de higiene pessoal (1,20%) e o plano de saúde (0,49%).
Veja o resultado dos grupos do IPCA:
- Alimentação e bebidas: 0,23%;
- Habitação: -0,11%;
- Artigos de residência: 0,20%;
- Vestuário: -0,25%;
- Transportes: 0,60%;
- Saúde e cuidados pessoais: 0,70%;
- Despesas pessoais: 0,41%;
- Educação: 0,02%;
- Comunicação: 0,82%.

