Economia

Copom reduz a taxa Selic para 14,25% ao ano

A desaceleração gradual ocorre sob forte pressão de fatores inflacionários domésticos e internacionais, que elevam o risco de uma interrupção no ciclo de cortes ainda neste ano

Da redação
DA REDAÇÃO

17/06/2026 • 19:00 • Atualizado em 17/06/2026 • 20:53

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, nesta quarta-feira (17), o novo patamar da taxa básica de juros (Selic). O Copom decidiu reduzir 0,25 ponto percentual. A taxa passa, portanto, de 14,50% a.a para 14,25% a.a.

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Essa foi a terceira redução seguida de 0.25 ponto percentual. O ciclo de afrouxamento monetário começou de forma modesta após o encerramento do longo período em que a Selic permaneceu em 15% ao ano. Em março de 2026, o colegiado promoveu um corte inicial de 0,25 ponto percentual, reduzindo a taxa para 14,75% ao ano. Já no encontro de abril de 2026, o Copom repetiu a dose com outra redução de 0,25 ponto, fixando os juros básicos em 14,5% ao ano, patamar vigente até a decisão de hoje. Bancos, porém, ainda divergem sobre a projeção para a taxa Selic para o fim do ano.

Nesta Superquarta, o Banco Central dos Estados Unidos, o FED, também anunciou a sua taxa de juros, que foi mantida entre 3,50% a 3,75% ao ano.

O Banco Central (BC) utiliza o sistema de metas de inflação como uma bússola para definir a taxa básica de juros da economia, a Selic. Se as projeções de inflação estão alinhadas com o objetivo estabelecido, há espaço para reduzir os juros. Caso contrário, se as estimativas apontam para uma alta de preços acima do esperado, o Comitê de Política Monetária (Copom) tende a manter ou elevar a taxa.

Desde o início de 2025, o país adotou o sistema de meta contínua. Sob esse novo regime, a meta central é de 3%, a margem de tolerância é de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A meta é considerada atingida se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.