Economia

Mercado Livre demite 119 pessoas, sendo 38 no Brasil, após avanço da IA

Em nota, a companhia afirmou que está “evoluindo os perfis” da área de experiência do usuário

Da redação
DA REDAÇÃO

13/01/2026 • 11:14 • Atualizado em 13/01/2026 • 11:21

Mercado Livre

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Reuters

Resumo

O Mercado Livre dispensou 119 funcionários na América Latina, sendo 38 no Brasil, devido ao avanço tecnológico e à maior integração da inteligência artificial aos processos internos, com demissões ocorridas na última quinta-feira (8).

Adoção de inteligência artificial e reorganização de equipes são justificativas apresentadas pela empresa, que informou estar evoluindo os perfis da área de experiência do usuário para integrá-la de forma mais eficaz às áreas de design e conteúdo, promovendo estruturas mais ágeis e colaborativas.

Estratégia de crescimento permanece inalterada, com a empresa afirmando que os cortes são pontuais, não afetam o Brasil e a América Latina, e que foram realizadas 42 mil contratações em 2025, além de profissionais remanescentes passarem a utilizar novas ferramentas de IA e assumirem novas funções.

O Mercado Livre dispensou 119 funcionários na América Latina, sendo 38 deles no Brasil, em meio ao avanço tecnológico e à maior integração da inteligência artificial (IA) aos processos internos da empresa. As demissões ocorreram na última quinta-feira (8), quando os trabalhadores foram convocados para reuniões de última hora.

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A tendência é mundial. Google e Amazon promovem demissões em massa e investem em IA. Desde o início de 2023, as chamadas big techs têm feito demissões em massa.

Em nota, a companhia afirmou que está “evoluindo os perfis” da área de experiência do usuário (UX), com o objetivo de integrá-la “de forma mais eficaz” às áreas de design e conteúdo, além de “fomentar estruturas mais ágeis e colaborativas”.

Segundo o Mercado Livre, os cortes são pontuais e não impactam a estratégia de crescimento no Brasil nem na América Latina. A empresa destacou ainda que realizou 42 mil contratações na região ao longo de 2025, em diferentes áreas.

Os profissionais que permaneceram na equipe passarão a ter acesso a novas ferramentas de IA, e a expectativa é que designers assumam parte das atividades que antes eram desempenhadas por redatores de UX.

A empresa já utiliza recursos de inteligência artificial há cerca de dez anos em funções como análise de risco, detecção de fraudes e sistemas de recomendação. Mais recentemente, a tecnologia passou a ser incorporada também à rotina dos profissionais de UX, que receberam treinamento e passaram a reportar aos gestores como utilizam essas ferramentas no dia a dia.

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