Economia

Crédito do Trabalhador supera R$ 101 bilhões em empréstimos consignados

Programa beneficiou mais de 8,5 milhões de pessoas desde o lançamento; taxa média de juros é de 3,2% ao mês

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

16/01/2026 • 11:58 • Atualizado em 16/01/2026 • 12:03

Dinheiro

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Reprodução/Freepik

O Ministério do Trabalho anunciou, nesta sexta-feira (16), que o programa Crédito do Trabalhador ultrapassou a marca de R$ 101 bilhões em empréstimos consignados concedidos. Desde o seu lançamento, em 21 de março do ano passado, foram firmados 17,044 milhões de contratos, beneficiando um total de 8,523 milhões de trabalhadores em todo o país.

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De acordo com dados da pasta, o ticket médio das operações de crédito é de R$ 11.895,36. Os contratos apresentam parcelas mensais médias em torno de R$ 245,90, com uma taxa de juros praticada na casa de 3,2% ao mês.

Democratização do acesso

Para o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, os números confirmam a eficácia da iniciativa em atender camadas da população antes marginalizadas pelo sistema financeiro. "O programa é um sucesso. Ele democratizou o acesso ao crédito e passou a atender trabalhadores e trabalhadoras que recebem um ou dois salários mínimos, que antes estavam excluídos desse mercado", afirmou.

Marinho ressaltou que uma parcela expressiva das concessões foi destinada a pessoas com renda de até quatro salários mínimos. O programa abrange trabalhadores celetistas, domésticos, rurais, empregados de microempreendedores individuais (MEI) e diretores não empregados com direito ao FGTS.

Combate ao endividamento oneroso

Um dos principais objetivos da modalidade é permitir a substituição de dívidas caras por crédito consignado com taxas reduzidas. O ministro enfatizou que o governo manterá uma postura rigorosa contra a prática de taxas abusivas no setor.

"Não vamos permitir juros altos. Com o programa, trabalhadores e trabalhadoras estão conseguindo sair das mãos do agiota e de modalidades de crédito extremamente onerosas", destacou Marinho. Ele citou como exemplos o CDC, o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, que registram cobranças médias de 11,2% ao mês, valor significativamente superior aos 3,2% praticados no programa federal.