Economia

Dólar fecha a R$ 5,2299 com ajustes antes do Carnaval; sobe 0,18% na semana

Moeda americana reagiu a ajustes técnicos e realização de lucros; Ibovespa caiu quase 1% nesta sexta

Da redação
DA REDAÇÃO

13/02/2026 • 18:44 • Atualizado em 13/02/2026 • 18:51

Dólar sobe antes do feriado e registra alta após ajustes no mercado interno

Dólar sobe antes do feriado e registra alta após ajustes no mercado interno

Reuters

O dólar fechou em R$ 5,2299 nesta sexta-feira (13), em alta de 0,57%, impulsionado por ajustes técnicos e realização de lucros antes do Carnaval. Com valorização nas duas últimas sessões, a divisa encerra a semana com ganho de 0,18%.

Compartilhar

Pela manhã, a moeda chegou a R$ 5,2495, próxima de R$ 5,25, em momento de maior estresse no exterior. Ao longo do dia, com melhora no humor global, alta do petróleo e redução das perdas na B3, o dólar recuou para cerca de R$ 5,22.

No acumulado de fevereiro, a divisa registra queda de 0,34%, depois de recuo de 4,40% em janeiro, maior queda mensal desde junho de 2025 (4,99%). No ano, a baixa chega a 4,72%.

“Tivemos uma pequena realização de lucros nos dois últimos dias. É um movimento que não sinaliza qualquer mudança de tendência para o comportamento do câmbio”, afirma Marcelo Fonseca, economista do Grupo CVPAR.

Ele destaca a continuidade do movimento global de rotação de carteiras favorável a ativos de países emergentes. Segundo Fonseca, “a bolsa brasileira é uma das que mais subiram entre as mais líquidas e os juros futuros já recuaram bastante. Daqui para frente, esse movimento global tende a beneficiar mais o câmbio e as NTN-Bs”.

Nos Estados Unidos, dados recentes mostram inflação em linha com expectativas. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,2% em janeiro, abaixo da mediana projetada de 0,3%, enquanto o núcleo do CPI avançou 0,3%, conforme esperado.

O Dollar Index (DXY), que mede a divisa americana frente a seis moedas fortes, permaneceu próximo da estabilidade, pouco abaixo dos 97.000 pontos, em meio a perdas de mais de 2,5% do iene japonês, refletindo expectativas de expansão fiscal no país após vitória do partido da primeira-ministra Sanae Takaichi.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, avalia que os indicadores recentes “não alteram o plano de voo do Federal Reserve”, que deve manter postura prudente diante de um mercado de trabalho ainda equilibrado e relativamente resiliente.

Segundo dados do CME Group, a chance de corte de juros pelo Fed em junho subiu levemente para 68%, enquanto o afrouxamento monetário total no ano permanece estimado entre 50 e 75 pontos-base.

Para Fonseca, a economia americana ainda cresce abaixo do potencial, mas a inflação permanece acima da meta, e não há necessidade de cortes adicionais neste momento.

O Fed vinha cortando os juros para comprar um seguro em caso de deterioração do mercado de trabalho. Houve uma desaceleração das contratações, mas longe de ser um desastre. É apenas uma acomodação natural.

Ele acredita que o BC americano pode realizar apenas um corte de juros neste ano, em junho ou no segundo semestre.

Com informações do Estadão Conteúdo.