
Alimentos
Tânia Rêgo/Agência Brasil
A inflação ao consumidor, medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), registrou aceleração em janeiro impulsionada pelos gastos com educação, passagens aéreas e alimentação. Segundo informações divulgadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu de 0,21% em dezembro para 0,39% em janeiro.
Ranking das pressões
Entre as principais pressões registradas no primeiro mês do ano, destacam-se as passagens aéreas, com alta de 3,29%. O setor educacional também apresentou impactos significativos: os cursos de ensino fundamental subiram 1,92%, enquanto o ensino superior teve elevação de 1,73%. Completam a lista de maiores altas as taxas de água e esgoto residencial (1,17%) e as refeições em bares e restaurantes (0,76%).
Na contramão das altas, cinco itens ajudaram a segurar o índice com variações negativas. A maior queda foi observada na manga, que recuou 6,66%, seguida pelo leite longa vida (-3,05%), ovos (-2,48%) e protetores para a pele (-2,36%). A tarifa de eletricidade residencial também registrou alívio de 1,77%.
Análise do especialista
O economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), Matheus Dias, explica que o comportamento dos preços é influenciado por fatores sazonais típicos deste período. Conforme aponta o especialista em nota oficial, o grupo Educação costuma apresentar elevações maiores no início do ano devido ao novo período letivo. Dias ressalta ainda que a reaceleração nos preços dos alimentos foi determinante para o avanço do IPC na comparação com dezembro.
Classes de despesa
Ao analisar as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco registraram taxas de variação mais elevadas em relação ao mês anterior:
Vestuário: passou de -1,30% em dezembro para 0,87% em janeiro;
Alimentação: subiu de -0,19% para 0,50%;
Transportes: avançou de 0,23% para 0,40%;
Saúde e Cuidados Pessoais: variou de 0,16% para 0,22%;
Despesas Diversas: passou de 0,00% para 0,11%.
Por outro lado, três grupos apresentaram taxas mais baixas no período. Educação, Leitura e Recreação caiu de 1,86% para 1,27%, Habitação recuou de 0,28% para 0,08% e o grupo de Comunicação passou de 0,10% para a estabilidade (0,00%)
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