Economia

G7 se reúne em Paris sob tensão e expectativa de reabertura de Ormuz

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, também participa do encontro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vir à França para a cúpula

Da redação
DA REDAÇÃO

27/03/2026 • 09:15 • Atualizado em 27/03/2026 • 09:15

Sonia Blota
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Emmanuel Macron

Emmanuel Macron

REUTERS/Gonzalo Fuentes

Em Paris, acontece a reunião de chanceleres do G7, que prepara a cúpula de junho na cidade de Évian-les-Bains. A expectativa é que Marco Rubio trate da reabertura do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — a portas fechadas com seus pares. Ele retorna nesta sexta-feira (27) a Washington. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, também participa do encontro (o Brasil é convidado do G7) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vir à França para a cúpula.

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Enquanto a diplomacia se movimenta, os bombardeios continuam sem trégua por todo o Irã. Teerã segue respondendo com ataques contra Israel e também contra países do Golfo. Neste momento, as instalações petrolíferas estão fora dos alvos diretos; no entanto, cerca de 40 estruturas de petróleo e gás já foram severamente danificadas em toda a região desde o início da escalada.

Agora, há um novo elemento: Donald Trump anunciou o adiamento de possíveis ataques contra infraestruturas de energia do Irã. A chamada “trégua americana” foi estendida até 6 de abril — segundo ele, a pedido do governo iraniano. Mesmo assim, a presença militar americana segue sendo reforçada em todo o Oriente Médio. Israel mantém a estratégia de atingir lideranças do regime iraniano e também o Hezbollah, no Líbano. A capital, Beirute, e o sul do país continuam sob bombardeios intensos.

Apesar de Trump chamar aliados europeus de "covardes" por não ajudarem os Estados Unidos a desbloquear o Estreito de Ormuz, aqui na Europa o discurso não muda: líderes afirmam que a guerra não é do continente e que a atuação seguirá sendo defensiva. O conflito já deixou mais de mil mortos e pelo menos um milhão de deslocados.

No mercado, o petróleo se estabilizou, mas em patamar alto: perto de 100 dólares o barril. As preocupações com a oferta de energia e o custo de vida continuam. A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) avalia que o conflito, prestes a completar um mês, freia a economia global, pressiona a inflação e pode levar à alta dos juros.

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