
Guardar dinheiro sem sofrer: o segredo para nunca mais ficar no vermelho
Divulgação / Banco de Imagens
Raramente sobra dinheiro ao fim do mês para quem espera a sobra acontecer. É nesta armadilha, onde as pequenas despesas devoram o futuro, que cai a maioria dos brasileiros. Para subverter a lógica do endividamento, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) propõe uma mudança de hábito elementar: a arte de pagar-se primeiro.
Pague-se primeiro e proteja seus sonhos
Inexiste erro mais comum no planejamento doméstico do que poupar apenas o que resta, aponta o guia "TOP Planejamento Financeiro Pessoal". Na prática, o resto é fumaça; as compras por impulso e os gastos invisíveis consomem a conta antes da primeira quinzena.
Aos que buscam a saúde financeira, orientam os especialistas que se inverta a ordem das prioridades. Mal cai na conta o salário, a aposentadoria ou o honorário, deve-se apartar imediatamente a fatia destinada aos projetos de vida. Só depois, com o que resta, pagam-se as faturas. Tratar este valor como um compromisso inadiável — de preferência via transferências automáticas — é o superlativo da prudência.a '20-65-15'
Para facilitar a organização, o livro sugere uma divisão simples da renda líquida em três blocos.
- A primeira parte, de 20%, vai para sonhos e investimentos, considerada prioridade máxima. Entram nessa categoria a reserva de emergência, a compra da casa própria, a aposentadoria, a educação dos filhos e viagens de férias planejadas.
- Outros 65% cobrem as despesas essenciais do mês, como moradia, alimentação, saúde, educação e transporte. Segundo a CVM, quando os gastos fixos ultrapassam esse limite, é sinal de que o padrão de vida pode estar acima do que o orçamento comporta, exigindo revisão de contratos, mudanças de hábito ou renegociação de dívidas.
- Os 15% restantes ficam reservados para gastos voluntários, ligados ao estilo de vida e ao lazer do dia a dia. Nessa faixa entram idas a restaurantes, serviços de streaming, passeios, presentes e compras de roupas ou eletrônicos não indispensáveis. A publicação ressalta que esse consumo não precisa ser eliminado, desde que caiba dentro do percentual previsto.
O que fazer se a conta não fechar
Quando a tentativa de aplicar a regra 20-65-15 mostra que o dinheiro ainda não é suficiente, os especialistas recomendam começar pelos gastos voluntários, reduzindo ou cortando temporariamente despesas de lazer e supérfluas.
Se mesmo assim for difícil alcançar os 20% para investimentos, a orientação é iniciar com uma meta menor, como 5% da renda, e aumentar gradualmente.
A CVM destaca que não existe ferramenta única para controlar o orçamento: caderno, planilha eletrônica e aplicativos de finanças pessoais cumprem o mesmo papel, desde que o registro seja frequente.
O objetivo é acompanhar para onde o dinheiro vai, ajustar excessos a tempo e garantir que, mês a mês, a família construa patrimônio em vez de depender de crédito ou viver no vermelho.
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