
Hugo Motta
Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Resumo
Declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, ressaltam a necessidade de apuração imparcial sobre o caso do Banco Master, destacando que situações semelhantes costumam surgir em períodos eleitorais e não devem dominar o debate de campanha.
Entrevista à Rádio Metrópole enfatiza a importância de investigações sem interferências, com reconhecimento do acompanhamento próximo do Supremo Tribunal Federal e elogios ao trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público.
Posição de Hugo Motta aponta que o caso pode ser tema eleitoral, mas defende foco em questões estruturais do país, como segurança pública e geração de emprego, evitando que o debate se restrinja apenas a assuntos de investigação policial.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu uma “apuração imparcial” sobre o caso envolvendo o Banco Master e afirmou que episódios desse tipo costumam surgir em períodos eleitorais, embora não devam ser o único tema da campanha. Ele também destacou que há outras investigações em andamento no país. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (9), em entrevista por telefone à Rádio Metrópole, da Bahia.
Durante a entrevista, Motta foi questionado sobre os possíveis impactos do caso no cenário político e nas eleições deste ano. Segundo ele, é necessário garantir uma investigação sem interferências.
“Temos que defender a apuração imparcial de todo e qualquer problema que exista no nosso país. No caso do Banco Master, temos visto que o próprio Supremo Tribunal Federal tem acompanhado de perto e tomado decisões importantes, como a da semana passada”, afirmou.
O presidente da Câmara também elogiou a atuação das autoridades responsáveis pela investigação, citando o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público.
“As instituições que estão acompanhando e investigando devem atuar sem nenhum tipo de interferência, buscando, de maneira correta, a eventual punição de quem tenha cometido algum ilícito”, disse.
Motta reconheceu ainda que o caso pode entrar no debate eleitoral, mas defendeu que a discussão pública se concentre em temas estruturais do país.
“Com relação à influência desse problema no período eleitoral, já vimos no Brasil que esse tipo de operação acaba virando tema de campanha. As narrativas são construídas conforme a conveniência do lado político ao qual a operação venha a atingir”, afirmou.
Apesar disso, o deputado ressaltou que outros assuntos também devem ganhar espaço no debate. “Não acredito que o tema será apenas esse. Há outras operações em andamento no país que também podem repercutir no período eleitoral. Espero que o debate não se restrinja a um ambiente policialesco, mas trate de problemas reais, como segurança pública e geração de emprego e renda”, concluiu.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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